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30 de jan. de 2015

Ramsés: O Templo de Milhões de Anos - Christian Jacq


Apenas dez dos setenta dias de luto pela morte do Faraó Sethi se passaram. Durante esse período as atividades que engrandecem o Egito param, os homens não se barbeiam e as mulheres não se maquiam.

No tempo do Caos, Ramsés, o Regente do Egito e associado ao trono por seu pai, enfrenta o sentimento de luto e o avanço de seus inimigos, que torcem por sua falha diante do esmagador peso de ser um Faraó.

Mas a coroação o faz deixar para trás suas próprias dúvidas para lançar-se à responsabilidade de continuar o que Sethi iniciou e começar suas próprias obras no território egípcio.

Incentivado por sinais enviados pelos deuses, Ramsés inicia a construção de uma nova capital, e de seu templo de um milhão de anos, lugar que, ao abrigar seu ka (a energia divina que anima o Faraó) protege o soberano daqueles que atacam seu espírito.

Inimigos que se mostraram poderosos a ponto de colocarem em perigo a vida da grande esposa-real Nefertari, e de sua filha recém-nascida Meritamom.

Como se não bastasse, a paz do Egito está ameaçada. O povo hitita, de tradição belicosa, avança em território que outrora era neutro, ocupando terras cada vez mais próxima à terra abençoada pelo Nilo.

É bem difícil achar algum defeito nesse livro. E eu sou muito suspeita para falar, pois adoro toda a saga. A narração é bem fluida e a leitura é bem agradável, sem grandes riscos de ressaca forte. O toque de misticismo que cerca Ramsés é a cereja do bolo não só deste livro quanto da saga inteira.

Esse livro encerra a minha participação na Maratona Literária #EuTodeFérias por ser publicada no ultimo dia válido da Maratona. Não quis diminuir a frequência das postagens por imaginar que isso poderia prejudicar as postagens de fevereiro (terminei o décimo livro bem cansada e com uma ressaca, até o momento, controlável).

28 de jan. de 2015

Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida - Eduardo Spohr


E pensar que esse já é o nono livro da Maratona Literária...

O Universo foi criado por Deus em seis dias, e no sétimo, ele descansou.

Sua criação mais amada, os humanos, recebeu do Criador a dádiva suprema: a alma imortal, responsável pelo livre-arbítrio e pela capacidade de evolução, adaptação e reprodução. Dons invejados por muitos celestiais. O próprio arcanjo Miguel, o Pricnipe dos Anjos, responsável por zelar pela Criação durante o repouso de Yahweh (Deus), tomado pela inveja, ordenou o extermínio da humanidade.

Mas Gabriel, Mestre do Fogo que atuava como vigilante, arauto e assassino dos homens, ao enxergar os homens como parte da criação do Divino, e abandonou o ódio aos mortais, e deus início a uma batalha no paraíso ao desafir Miguel e sair em nossa defesa.

A Terra se encontra em uma trégua frágil e delicada, que pode ruir a qualquer instante.

É nesse cenário que dois anjos, Levih e Urakin vem à Terra a procura de kaira, um anjo desaparecido que veio para cá em uma missão dada por Gabriel, que pode mudar os rumos da batalha celestial, e por consequência, determinar a destruição da humanidade. Os dois celestiais devem encontrá-la, resgatá-la e ajudá-la a completar a missão a ela designada.

A história por trás da história (classes angelicais, os sete céus, história do mundo e etc.) é muito bem explicada no apêndice, o que torna o universo criado por Spohr muito mais rico, e muito mais real também. Fora que os anjos de Spohr possuem alguns traços tão humanos que chegam a ser encantadores, e é impossível não se apaixonar por eles (principalmente pelo Levih e pelo Denyel).

Sem dúvida alguma, Herdeiros de Atlântida já entrou para a lista de Melhores Leituras de 2015. A história é incrível e a narração é maravilhosa e muito gostosa de se ler.

25 de jan. de 2015

As Brumas de Avalon: A Grande Rainha - Marion Zimmer Bradley


Artur foi coroado e, como prometido, tomou como conselheiros líderes das duas crenças existentes na Bretanha: a cristã e a pagã.

Agora é chegado o momento em que o casamento se faz necessário, e a escolhida (por trazer consigo o dote de maior interesse para o Grande Rei) é a amedrontada Gwenhwyfar (eita nomezinho difícil de se escrever, viu?).

Enquanto isso, o filho de Morgana, gerado entre o Grande Casamento com Artur á época das fogueiras de Beltrane, nascera forte e rosado durante o inverno.

A oposição entre as religiões cristã e pagã da Bretanha se personalizam nas figuras das duas mulheres de Artur: Gwenhwyfar, cristã ferrenha, amedrontada com a simples ideia de sair ao ar livre (e além de tudo, teimosa e de mente limitada) e Morgana, Sacerdotisa de Avalon, conhecedora de várias artes e, de muitas maneiras, mais senhora de si do que Gwenhwyfar jamais seria.

E por mais que Artur tenha jurado ao Povo Antigo que protegeria sua crença, ele cede aos pedidos de sua esposa e, aos poucos, assume-se como um rei cristão... Mesmo sabendo que isso poderia colocar a perder valiosos, antigos e poderosos aliados.

Nesse volume, Morgana apareceu quase como coadjuvante. Durante quase todo o livro, a narração acontecia como se ela estivesse desaparecida, e de fato, ela estava em um mundo a parte do nosso, no mundo das Fadas, onde o tempo não existe.

Talvez seja justamente a predominância de Gwenhwyfar no enredo que tenha feito com que esse não seja o meu livro preferido da série.

22 de jan. de 2015

Harry Potter e a Pedra Filosofal - J. K. Rowling

Primeira capa do primeiro livro, lançado aqui no Brasil em 2009.

Harry Potter é, de longe, a saga que mais marcou minha vida. Atrevo-me a dizer que ela me iniciou como leitora e, não a toa, iniciou minha biblioteca particular também.

A Rua dos Alfeneiros é um lugar normal habitada por pessoas normais. E a família Dursley é uma família típica do lugar. Em um dia estranho, o Sr. Dursley avista pessoas vestindo-se de maneira estranha na rua, corujas voando em plena luz do dia, e até um desconhecido o abraçou na rua e o chamou de trouxa como se fosse a coisa mais comum do mundo.

Durante a noite, um senhor estranho, vestido de maneira estranha coloca, na porta dos Dursley, uma cesta com um bebezinho dormindo a sono solto. O nome desse bebê é Harry Potter.

Harry não é uma criança comum, ao menos não par aos padrões "Dursley" de normalidade. Após a visita do do enorme guarda-caça Rubeo Hagrid, Harry descobre ser um bruxo . Mais que isso, ele é um bruxo com uma vaga na maior escola de Magia do mundo: Hogwarts.

E é em Howgarts que 90% do livro acontece. É lá que Harry conhece Rony Weasley e Hermione Grangers, seus melhores amigos, assim como outros alunos que se tornarão igualmente importantes para ele. É lá que Harry se torna o mais jovem apanhador do time de Quadribol da escola. É lá que ele começa sua inimizade com o nojento e mesquinho Draco Malfoy.

E é lá também, que Harry impede, pela primeira vez, o retorno do bruxo que o tornou famoso antes mesmo de saber falar ou andar: Voldermort, o bruxo que matou os pais de Harry e desapareceu ao tentar matá-lo, que durante anos foi o mais temido do mundo mágico, arquiteta um plano para obter a posse de uma substância lendária e retomar seu antigo poder.

Uma das coisas incríveis desse livro, é que ao longo de toda a narrativa, algumas frases marcam tanto, que nos fazem aprender algumas coisas quase por osmose e acabam nos marcando para toda a vida. Uma das minhas preferidas acontece logo após Hagrid levar Harry para comprar seu material escolar e Harry diz que está nervoso por não saber como vai ser sua vida em Hogwarts. Hagrid diz alo mais ou menos assim: 
Todos começam pelo começo em Hogwarts, você vai se dar bem. Seja você mesmo. Sei que é difícil. Você vai se sentir discriminado e isso é muito duro. Mas vai se divertir muito em Hogwarts.
Para mim, existe uma nostalgia incrível em reler Harry Potter. E não tenho dúvidas de que o lerei novamente mais para frente. :3

19 de jan. de 2015

Noiva Irresistível - Christina Lauren


Noiva Irresistível finaliza a história do romance iniciado em Cretino Irresistível. E o faz levando o casal ao lugar mais clássico do "Felizes para sempre": ao altar.

Bennet Ryan e Chloe Mills são o tipo de casal que, não importa o quanto discordem, briguem, se provoquem, sempre se resolvem na cama. Os dois são iguais, e todos, inclusive eles mesmos, admitem que é justamente isso que faz com que eles sejam perfeitos um para o outro (até por que ninguém, a não ser um igual os aguentariam).

O Grande Dia do casal está chegando, os preparativos estão mais estressantes que nunca e a reunião de duas famílias que podem ser definidas por qualquer adjetivo, menos por discreta, promete levar os pombinhos aos mais altos picos de adrenalina. Como se isso não bastasse, Bennet inventa de fazer greve de sexo até o casamento (o que apenas piora o mal humor dos dois).

Nesse livro final, os capítulos pertencem apenas à Bennet e à Chloe, que se alternam nas narrações. Max, Will e suas respectivas parceiras marcam presença, mas como coadjuvantes (e cúmplices) do casal.

Eu sou suspeita para falar, sou fã do Bennet desde o primeiro capítulo e realmente gostei AMEI essa série do início ao fim dela. Falando desse livro em específico, eu gargalhei inúmeras vezes, principalmente nas alfinetadas trocadas entre Bennet, Max e Will. 
Prometo ser seu amante e amigo...
Seu aliado nos conflitos e seu cúmplice nas travessuras...
Seu maior fã e seu maior adversário...
Prometo ser fiel e colocar suas necessidades acima de tudo... Estes são meus votos para você Chloe, minha única amante e a única pessoa à minha altura em todas as coisas.
Em relação a necessidade de se acompanhar a série do início, essa necessidade existe. Do contrário, não dá para saber como é a personalidade dos dois tanto socialmente quanto entre quatro paredes.

16 de jan. de 2015

O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde


De Wild a Wilde... Que coisa não?

Oscar Wilde começou este romance de uma maneira bastante inteligente: dois personagens quase opostos em suas personalidades em uma conversa que acaba desembocando no jovem Dorian Gray.

Basil Hallward é um artista, um pintor para ser mais exato, que viu no jovem Dorian Gray a inspiração maior para seu trabalho. Dorian é descrito por ele como um rapaz de intensa beleza de corpo e de espírito.

O interlocultor de Basil é o Lorde Henry Wotton, um dos personagens mais desagradáveis que consigo me lembrar de ter conhecido. Aristocrata, ele defende que tudo o que vale a pena no mundo é o que é belo e o que dá prazer aos sentidos e à alma. 

Finalmente, temos Dorian Gray, e de fato ele é um garoto muito agradável, ingênuo, sem consciência do efeito que sua beleza produzia nos outros. Mas bastou apenas uma conversa com Lorde Henry para ele não só perceber o peso de sua aparência como também sentir inveja de um quadro pintado por Basil. Afinal, a beleza registrada no quadro se eternizaria, enquanto Dorian envelheceria, perderia sua juventude e, com ela, sua chance de viver (o que para Lorde Henry era a maior tragédia que poderia acontecer a uma pessoa).

Dorian Gray, influenciado (até demais) por Henry Wotton, passa a buscar o que é belo, o prazer e o luxo, e a praticamente menosprezar todo o resto.

E é em algum momento desse novo modo de vida, onde o prazer, o luxo e a beleza mandam, que o desejo de Dorian Gray é atendido, e o quadro feito por Basil recebe as alterações do tempo em lugar de seu dono... 
"Mas o quadro observava, aquele rosto lindo, transfigurado, o sorriso cruel. (...) Já havia alterado, e alteraria ainda mais. (...) Para cada pecado que cometesse, viria uma mancha sarapintar, danificar aquela formosura. (...) Alterado, ou inalterado, o quadro seria para ele, o emblema visível de sua consciência."
Entre os clássicos que já li, este é um entre os de linguagem mais difícil de se acompanhar. Não por causa do vocabulário, mas, principalmente, pela estrutura com a qual a narrativa foi construída. Ainda assim, o livro vale a pena. Os pontos discutidos por Wilde nessa obra são fascinantes.
"Qual a vantagem de um homem em conquistar o mundo inteiro e perder a própria alma?"

13 de jan. de 2015

Wild Cards: Apostas Mortais - George R. R. Martin


Quarenta anos se passaram desde a infestação do xenovírus takisiano que ficou conhecido como Cartas Selvagens. O Dia da Carta Selvagem será comemorado com um grande desfile e com uma festa imensa... E eis que surge aquela pulga atrás da orelha gritando: "Isso não vai prestar..."

A dinâmica desse livro é um pouco diferente dos anteriores: enquanto nos outros os capítulos marcavam a alternância de personagens (ou, no mínimo, de escritores), nesse daqui, cada capítulo marca uma hora do dia para todos os personagens que fazem parte da trama (e não, a coisa toda não ficou confusa, o próprio tio Martin se certificou disso).

Nesse volume a matança está rolando solta: o Astrônomo, personagem criado por Lawies Shiner, conseguiu levar a expressão "sangue nos olhos" a um outro nível, e olha que ele já tinha feito isso no Ases nas Alturas.

Um outro carinha que está tocando terror é o General Kien (criado, provavelmente, por John J. Miller). Não sei se ele é ás, se é limpo... Só sei que ele sabe fazer uma bela bagunça quando quer.

As histórias desses dois "vilões" acontecem ao mesmo tempo, entrelaçadas pelos personagens da trama (que, muitas vezes, acabam caindo de paraquedas um na história do outro e isso foi uma das coisas que ADOREI em Wild Cards).

O final dessa edição trás um depoimento do próprio Geroge Martin contando como surgiu a ideia por trás de Wild Cards e como funcionou/funciona a dinâmica da série como um todo, e realmente fiquei contente em perceber que havia pegado o espírito da coisa mesmo antes de ler essa parte.

O mais legal foi entender, de fato, como a série funciona: a coleção, composta, até o momento, por 12 livros, foi escrita de modo a montar três arcos fechados e distintos (um de três livros, um de quatro e um de cinco)... Infelizmente isso pode significar uma demora no lançamento dos próximos livros da série... :(

10 de jan. de 2015

UAU! Como Causar uma Ótima Impressão - Frances Cole Jones


Incluí este livro na Maratona por ele estar há uns bons anos mofando na minha comoda (onde coloco a pilha de livros que tenho para ler). Além do mais, achei que seria uma boa quebrar a sequencia de histórias fantásticas.
"É importante saber que, quando você quer criar uma boa impressão, nenhum detalhe é insignificante, nenhuma preparação é excessiva, nenhuma escolha é irrelevante."
Apesar de trazer vários assuntos já calejados em livros de autoajuda/aprimoramento profissional, a linguagem com o qual esse livro e trabalhado me surpreendeu um pouco. Frances Cole Jones foi informal o suficiente para falar a minha língua sem prejudicar a mensagem (por mais simplistas que os demais autores sejam, a formalidade usadas por eles os afastam um pouco da minha realidade).

E tanto nos assuntos mais fora da minha atual realidade (tipo "ministrando palestras") quanto naqueles que tenham mais a ver comigo, as coisas são colocadas de maneira simples e sempre acompanhadas de porquês, dicas, exemplos e experiencias vividas pela autora e por seus clientes.

Ainda tiveram algumas coisas que não me foram muito úteis, tipo como montar uma carta comercial ou como mostrar como a arrecadação ou a produção da empresa cresceu e colocar isso em um currículo ou ainda aquela velha história de delegação de tarefas. Enfim...

Bom, ao menos posso dizer "menos um  na pilha para ser lido". =x

7 de jan. de 2015

Traída - P. C. Cast


De uma vampira milenar direto para outra adolescente! Traída foi sorteado como a segunda leitura da Maratona Literária #Eutodeférias (e confesso que já estava doida para lê-lo).

O Segundo livro da série House of Night se passa menos de um mês após os acontecimentos narrados em Marcada, e dessa vez, sinto dizer, mas a sequência dos livros é de suma importância para o entendimento da história.

Zoey ainda está lidando com sua condição singular, sua marca (que já era diferente) se expandiu, para completar, várias coisas começam (das quais não vou comentar pelo alto risco de spoiler) a acontecer praticamente ao mesmo tempo dentro da Morada da Noite.

Mas uma coisa eu posso falar: Zoey muda a maneira de ver algumas pessoas e uma delas é Aphrodite. Ela percebe que, talvez, exista alguém muito mais perigosa que a ex-líder das Filhas das Trevas e muito mais próximo.

Vejamos e convenhamos, a própria Zoey não é lá tão santinha. Usando as palavras dela: "Eu queria o Heath" (ex-namorado humano dela). "Eu desejava o Erik" (atual quase namorado). "Estava intrigada com Loren" (vamp professor, poeta mega lindo e super charmoso).

Se Aphrodite pode ser chamada de vaca por ser mesquinha/arrogante/metida, acho que a protagonista pode ser chamada de algo parecido por desejar os três. =x Tipo, nada é consumado, embora tanto Erik quanto Heath percebem e "engolem" o fato de os dois ocuparem um espaço nos desejos de Zoey.

Há uma parte realmente, realmente MUITO triste antes neste livro. O curioso é que antes dessa tal parte, o texto vai soltando pequenas indiretas sobre o que está para acontecer, como se estivesse nos preparando para a o ápice. Para mim, foi impossível não me colocar na pele de Zoey e sofrer com ela o que sofreria se algo parecido acontecesse comigo.

Ainda assim, Traída é, até o momento, o meu preferido da série, e mal posso esperar para ler o próximo.

2 de jan. de 2015

Pandora - Anne Rice


Publicado em 1998, Pandora é um dos livros que comprovam que, apesar de As Crônicas Vampirescas formarem uma grande timeline, eles podem ser lidos de maneira independente um do outro.

Como o próprio nome sugere, quem conta sua história agora é Pandora, a cria a amante de Marius que durante séculos partilhara com ele a guarda Daqueles que Deveriam ser Preservados. Ela foi incitada a falar sobre si por David Talbot, até então, cria mais nova de Lestat. A diferença é que ela não é narrada por ela, e sim escrita pelo próprio punho e entregue a David posteriormente. Pandora consegue assim total liberdade e conforto para expressar sua história, pensamentos e sensações.
- Você me atrai para você - você disse.
- Por quê?
- Por que você tem uma história dentro de você; ela está articulada, esperando ser escrita, por trás de seu silencio e de seu sofrimento.
(Conversa entre Pandora e David Talbot)
Fazendo um chute sobre em que momento esse livro se encaixaria dentro da timeline da série, eu diria que ele ocorre após Memnoch e quase ao mesmo tempo em que o desenrolar de O Vampiro Armand. Mas novamente, a sequencia dos livros nessa coleção não é o primordial, uma vez que, qualquer coisa que o leitor, porventura, precise saber que ocorreu, é descrito em algum momento por algum personagem integrante da trama.

Comparado aos outros livros, Pandora é bem curtinho (acho que é o mais fino de toda a coleção). A linguagem e a leitura são bem agradáveis e até um tanto divertida graças à personalidade forte que ela possui (que, por sinal, me lembrou Lestat em alguns momentos).

22 de dez. de 2014

Ladrão de Almas - Alma Katsu


Ultimo dos cinco livros propostos pela Maratona Literária #EuTodeFérias, Ladrão de Almas (assim como sua continuação, Refém da Obsessão) foi comprada pela combinação de capa bonita e preço atraente (R$16,90 na AVON).

O lugar é St. Andrew, uma cidadezinha perdida no estado do Maine onde nada quase nunca acontece.

Luke Findley é o médico de plantão no hospital da cidade, ele espera de ter uma noite tranquila cuidando de lesões que já se tornaram corriqueiras, mas não com a paciente daquela noite. Não com Lenore McIlvrae.

Ela foi encontrada caminhando na floresta a noite com uma blusa ensanguentada e, para piorar, dissera ao policial que a encontrara que havia matado um homem que, segundo ela, havia "pedido para morrer".

Não, ela não é uma mulher normal, Luke percebeu isso no momento em que viu um corte de bisturi que ela fizera em si mesma se fechar e sua pela ficar como se não houvesse corte algum.

Enquanto Luke a ajuda a fugir, ela conta a história de como era sua vida, de como se tornou o que ela é hoje, de como ela encarou a perda da pessoa que mais amava na vida, Jonathan St. Andrew e da noite em que ele pediu para que ela o matasse.
"Luke quer ouvir sua história, saber tudo sobre ela, mas será que pode confiar que lhe dirá a verdade, ou ela só o está manipulando até estarem a salvo da policia?
A narração intercala o passado e o presente de Lenora, e a timeline é bem demarcada. Porém a história é bem monótona, a ponto de eu cogitar abandonar o livro (e olha que é dificílimo para mim considerar essa opção). A bem da verdade, só o terminei por causa da Maratona ("livros abandonados não contam como livros lidos").

16 de dez. de 2014

Com Viviane ao Lado - Francisco Grijó


Esta é minha última aquisição feita na FLICA (Feira Literária Capixaba), realizada em Maio deste ano, que faltava ler. Esse exemplar estava tão escondido que até Grijó se surpreendeu por eu tê-lo encontrado (esse livro foi lançado em 1995 e, até onde sei, não teve segunda edição).

Diferentemente de Um Outro País para Alice e de Todas Elas, Agora, este livro é composto por um romance (e, por favor, quando digo romance, estou falando de uma narrativa longa, construída em prosa e que não necessariamente conta uma história de amor).
"Adianto que Viviane Álamo é a dor, o desespero. É o que se espera, mas se teme."
O enredo deste romance é construído em forma de entrevistas individuais e coletivas à amigos (alguns não tão amigos assim) de Viviane Álamo. E os personagens (um poeta premiado, uma ricassa sedutora, um estudante de cinema, um ator decadente e uma amiga íntima) compõe, juntamente com o narrador, quem é Viviane e o que ela é capaz de fazer à vida de uma pessoa.

Durante a entrevista coletiva (momento em que os seis personagens estão cara a cara) algumas máscaras começam a cair e verdades começam a vir a tona. E no centro disso tudo, está a desaparecida (ou nem tão desaparecida assim) Viviane.
"Nem sempre a quis sob comando, mas criei-a enquanto personagem e ainda assim ela é rebeldia, goza e sente contra minha vontade, enquanto eu me iludo porque desejo o contrário."
No geral, gostei da história. Apesar dos parágrafos longos e da linguagem de alguns dos personagens dificultarem um pouco a minha compreensão (que, graças a uma gripe inoportuna, já não está lá essas coisas), não achei o enredo complicado. Os personagens falam, cada um a seu modo, até onde Viviane foi na vida deles, o que ela significou e como eles estão encarando sua vida sem ela.

14 de dez. de 2014

Sétimo - André Vianco


O problema de se fotografar capas escuras é que dá para ver a silhueta da fotógrafa... Mas infelizmente não encontrei uma imagem decente da minha edição na internet. Acabei escolhendo a "menos pior" entre as que eu tirei. =x

Sétimo é a continuação de Os Sete, e foi lançado em 2002 pela Novo Século (e não é nada recomendável ler Sétimo sem antes ter lido Os Sete). O que me lembra:

CUIDADO! Esta postagem pode conter spoilers de Os Sete!

Tiago, que sobrevivera à bomba nuclear graças ao vampiro Gentil, está se transformando em um vampiro e ele sabe disso muito bem. Assim como sabe que dom Manoel, o vampiro Lobo, jurara seu amigo de morte.

E, mais do que tudo, sabe que Sétimo, o vampiro despertado a pedido de Miguel, é o único que pode proteger o amigo e ensiná-lo a controlar seus novos instintos. Essa não é uma decisão sábia, Tiago possui certeza quanto a isso, mas se é ruim com Sétimo, é pior ainda sem ele.

Pelo menos é assim até o vampiro mostrar que falava serio ao dizer que montaria seu exército, que espalharia o medo e o terror pela terra... Pobre Sétimo... Justo ele foi inventar de escarnecer o diabo...

Após Lobo tirar a vida do homem que tirou Sétimo de seu sono, o desejo de Tiago de impedir o avanço de Sétimo ressurge. E ele não está só. O diabo deu a ele poderosos aliados: os cinco vampiros D'Ouro destruídos pela bomba nuclear e um dom tão incrível quanto os de seus aliados.

A narração deste livro envolve cinco pontos de vistas principais que são distintos entre si, porém complementares: o de Tiago, o de Sétimo, o de Lobo, o do guerreiro Tobia e o do Exército. Muitas vezes mais de uma perspectiva é usada no mesmo capítulo, mas o desenrolar da história não fica confuso.

Demorei a terminar esse livro por falta de tempo. A semana foi meio atribulada demais e nem o movimento do cartório colaborou. :( Mas ao contrário do que aconteceu com a leitura de Os Sete, o tempo ficou quente e convidativo, e eu agradeci por isso a quase todo instante, rsrsr

Não me arrependo de pegar este livro para reler. Mesmo já conhecendo a história, a dinâmica da narração manteve o gostinho de novidade no ar. :)

10 de dez. de 2014

A Rainha do Ar e das Sombras - T. H. White


Continuação de A Espada na Pedra, A Rainha do Ar e das Sombras foi lançado no Brasil em 2004 pela W11 Editores.

Nesse livro, Arthur, já coroado entende o motivo pelo qual lutar:
"Ele sabia com certeza agora, o destino de sua vida seria lidar com todas as formas distorcidas de dignidade através da ameaça da sua Força.
E é nesse livro que ele começa a realmente lutar com ela. E cara, que batalha! *-*

As partes de Arthur e de Merlin são minhas preferidas, a outra (a do Rei Pellinore)... Bem, eu ainda não descobri o motivo de ela existir além do de encher páginas. Mas ainda tenho esperança de que elas se provarão úteis até o quinto (e ultimo livro da série).

Quanto a Rainha do título, ela é Morgause. O que aliás é o ponto em que O Único e Eterno Rei se difere de As Brumas de Avalon: nesta série, o Duque da Cornualha e Igraine tiveram quatro filhos (um homem e três mulheres) e não apenas Morgana como na outra série. E é Morgause (que n'As Brumas era irmã de Igraine) que tem relações com Arthur. A relação incestuosa continua, o que mudou foi o nome da irmã. :P 

Uma melhora em relação ao volume anterior é que nesse as ilustrações estão espalhadas ao longo da história em paginas especiais, e não reunidas no apêndice (para mim, elas foram quase ignoradas tadinhas). Ilustrações essas que foram feitas por Alan Lee, diretor conceitual da adaptação de O Senhor dos Anéis para o cinema.
"Tomei contato com A Espada na pedra antes de conhecer O senhor dos anéis. Há paralelos óbvios entre os dois: a passagem, por meio de provas e perigos, de uma vida rural e inocente, para um papel predestinado de responsabilidade. A semelhança entre Gandalf e Merlin, como as forças motrizes da mudança, os xamãs. O sentimento de perda e melancolia que permeia as duas histórias."
Alan Lee, em entrevista para a Folha de São Paulo

7 de dez. de 2014

Cerberus: O Diabo Pede Carona - Leonardo Monte


É em momentos como este que percebo o quanto sou relapsa como blogueira parceira: O Leonardo Monte (primeiro, e até este momento, único autor parceiro do Soletrando Felicidade) lançou este livro ano passado e somente no ultimo mês pude adquiri-lo. O Leo é um amor de simpatia e fiquei muito feliz mesmo de ter sido mantida como parceira. :)

Eu já li esse livro anteriormente (antes do lançamento o Leo fez uma promoção com os blogs parceiros para escolher uma frase para a contra capa do livro) e eu me lembro que foram os quatro (ou três) dias mais insanos do meu estágio anterior (eu só conseguia ler o e-book no pc do escritório) por que eu queria xingar deus, mundo, autor E personagens de tão agitada que eu estava com a história. Manter a discrição foi uma luta e nunca surtei tanto no Whatssap quanto quando estava lendo O Diabo pede Carona. xD

A coincidência é que, pouco tempo antes de começar a Maratona #EuTodeFerias, eu peguei o livro 1 (Entre Cobras e Ursos) para reler. Acabou que fiz uma maratona Cerberus (o que não é nada desagradável).

Nesse segundo volume da trilogia, Renan e seu grupo, os Águias sem Medo, estão mais velhos e mais fortes. Eles encaram uma prova de ferro que consiste em encontrar e trazer o padre Izidro de volta a Cerberus com vida. O fracasso nessa missão significa a morte de todos do bando.

De acordo com as histórias mitológicas, Cerberus guarda o portal dos infernos... E eles não sabem o quão bem isso se aplica a essa história. =x

Agora, o final... meus olhos suaram em bicas, só digo isso. =x

3 de dez. de 2014

Maratona Literária #EuTodeFérias!


A Gabriela Erler, blogueira do Reino da Loucura e uma das sisters do Clube do Livro local do qual participo, comentou comigo sobre uma maratona literária que ocorrerá entre Dezembro e Janeiro que ela participará. Acabei animando e me cadastrando. rsrs

A maratona está sendo promovida pelas blogueiras Denise (Sacudindo as Palavras) e Simeia (Leitora Assídua).

Segue abaixo as regras e instruções:

A Maratona Literária ‪#‎EuToDeFérias‬ será dividida em 2 partes e vai funcionar da seguinte forma:

*Primeira parte:
5 livros do dia 05 à 20 de dezembro.

*Segunda parte:
Será do dia 01 à 30 de Janeiro, e vocês terão que ler 10 livros (é permitido exceder esse número).

- Participar do grupo do Facebook (aqui), assim vocês poderão interagir, postar resenhas e falar sobre seu avanço na maratona;

- Preencher o formulário (http://goo.gl/XCa9sW) até dia 04 de Dezembro;

- Só será aceito livros de 100 ou mais páginas;

- Os livros ficam a critério de vocês;

- Podem participar e-books;

- Os blogueiros devem fazer uma postagem de apresentação falando sobre a maratona;

- Quem tiver blog deverá postar a resenha do livro lido;

Eu já tenho uma lista formada de livros para ler, mas usarei a sugestão de usar uma "TBR Jar" para sortear a ordem dos livros a serem lidos, de qualquer maneira, colocarei um gadget no menu ao lado com os títulos escolhidos.

TBR Jar
Livros Selecionados para o Desafio