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21 de abr. de 2016

Amantes - Elizabeth Abbott


Ao chegar ao índice de Amantes, me surpreendi ao lembrar-me de Tudo o que precisamos saber, mas nunca aprendemos, sobre mitologia. De fato, enquanto o livro de Kenneth C, Davis discutia sobre as mitologias surgidas e extintas ao redor do mundo e através dos séculos, o de Elizabeth Abbott tem como foco o papel (e a história) da amantes em diferentes lugares e em diferentes momentos e situações da história do mundo.

Fiquei com um pouco de receio com o tema. A bem da verdade, acho que mantinha um conceito meio pejorativo da mulher que exerce (muitas vezes, contra sua vontade ou mesmo sem seu conhecimento) o papel de amante na vida de um homem (seja ele solteiro ou casado). Este é um tema delicado que esbarra em muitos entraves, então vamos com calma que o livro é extenso.

Cada capítulo do livro trás um panorama da perspectiva de vida das mulheres/amantes, revelando não apenas o contexto social em que elas viviam, e, de certa forma, algumas das justificativas que levaram estas mulheres a se colocar (ou serem colocadas) no papel de amante. A autora também destaca algumas "amantes notórias" seja por alguma particularidade em sua história (tipo o próprio amante) ou por se destacarem simplesmente pelas mulheres que foram antes, durante e depois de seu papel como "a outra".

Os dois primeiros são dedicados às amantes da antiguidade e do oriente. Apesar de ter alguns destaques interessantes, não me dei muito bem com estes capítulos. Em vários momentos, tive a grande impressão de que a autora se mostrou tendenciosa nas biografias e, sinceramente, jamais imaginei que um capítulo sobre o oriente poderia ser tão chata.

As coisas começam a melhorar nos capítulos três e quatro, dedicados às amantes dos reis europeus e nos círculos aristocráticos da sociedade da época. Gostei desses capítulos porquê eles me pareceram ser muito mais um resultado de uma pesquisa documental do que os capítulos anteriores, e, e certa forma, mais familiares ao meu mundo. Um dos casos apresentados, foi o de Camila Parker-Bowles, amante (e atual esposa) do Príncipe Charles, herdeiro aparente do trono inglês, e eu achei curioso que a biografia apresentada desconstruiu, e muito, a imagem de Lady Diana que eu sempre ouvira falar. Mesmo princesas amadas pelo povo descem do salto quando dominadas por uma crise de ciúmes ou de gênio forte.

À essa altura, eu já estava bem menos disposta a abandonar o livro e cada vez mais curiosa para saber mais sobre essas mulheres.

Completando o que iniciei, os capítulos são dedicados a um tempo (antiguidade, modernidade ou atualidade), a uma classe social (realeza, aristocracia) e ao lugar ocupado pelo homem em sua sociedade (clérigos, conquistadores, colonizadores, integrantes do exército ou do governo, ou criminosos da máfia).

Outros ainda exploram a relação entre a amante e a arte, podendo ela ser "a musa", "a artista", ou mesmo "a troféu" do homem com quem ela se relaciona. Assim como nestes casos, gostei bastante do paralelo feito entre as amantes e a própria literatura. Nessa parte, a autora reúne diversas mulheres, todas elas amantes (algumas, quase amantes) de papel crucial em várias obras consagradas da literatura mundial. À tal ista, integram mulheres como Anna Karenina, Jane Eyre e Emma Bovary.

Apesar de ser um livro grosso, sua leitura não é muito complicada (honestamente, o Tudo o que precisamos saber foi bem mais cansativo). Amantes é o tipo de livro que abre sua mente para um tema que geralmente poucos param para analisar os dois lados da moeda, já que quase sempre tendemos a condenar um dos lados (geralmente, o da mulher/amante) e, se não desculpar (ou mesmo desconsiderar ou ignorar), diminuir a "culpa no cartório" da parte masculina do relacionamento.

11 de abr. de 2016

Solução Gradual - Carl Honoré


Não raramente encontramos livros que prometem nos ajudar a encontrar soluções mais rápidas para problemas em alguma determinada área, seja ela pessoal ou profissional.

O livro Solução Gradual, fala justamente o contrário: ao invés de acelerarmos o passo, podemos conseguir melhores resultados se colocarmos o pé no freio e analisarmos melhor o problema em questão.

Por meio de vários estudos de caso, o autor nos mostra exemplos de iniciativas que revolucionaram em suas áreas de atuação desacelerando e desenvolvendo o que foi chamado de Solução Gradual, uma solução de longo prazo que, ao se desdobrar em várias metas menores, permitiu a construção de atitudes mas conscientes e abrangentes para o cumprimento dos objetivos.

A partir de alguns passos desenvolvidos e argumentados ao longo dos casos expostos, 
construímos um guia de ação que está longe de ser considerado complicado. (Bem, pelo menos até a parte que envolve "trabalho em equipe" e delegação de tarefas, pois sempre tive alguns problemas nessa parte.)

A leitura de Solução Gradual não é muito técnica, então é bem fácil de entender o que está sendo dito. As referências nerds ocasionais também colaboram para que o texto fique mais descontraído.

18 de mar. de 2016

Aprender A Viver - Luc Ferry


Uma das coisas que estou adorando na TAG - Experiências Literárias é que ela está me proporcionando acesso a livros que normalmente não me chamariam atenção. Graças a ela, estou saindo (ainda mais) do meu lugar comum e conhecendo livros e autores novos.

Neste livro, o que me foi apresentado de novo foi a filosofia.

Aqui, o filósofo francês Luc Ferry se propõem a dar a seus leitores uma explicação geral sobre alguns dos grandes momentos dessa disciplina que, por vários motivos, quase sempre é colocada em segundo (ou terceiro, ou quarto) plano no interesse dos alunos.

O que me chamou atenção é que Ferry consegue passar todas as informações que ele quer, sem recorrer à palavras complicadas nem a teorias (muito) desconhecidas. O autor é direto no que quer falar, de modo a não perder tempo dando voltas no mesmo ponto, e não deixa de ressaltar o que, no ponto de vista dele, merece algum reforço. Mesmo os exemplos e os trechos de referência utilizados são de fácil compreensão. (E, se ele achar que o exemplo ainda não ficou claro, ele lhe dará outro, que sempre virá acompanhado por uma explicação do exemplo tomando por base o ponto em que ele quer chegar).

Lembro-me que, durante os primeiros semestres da faculdade, fiquei mesmo animada em aprender filosofia, mas, a medida que a disciplina foi sendo dada, desanimei. Fiquei desmotivada não apenas pela quantidade de textos passados, mas também pela dificuldade que era a interpretação dos mesmo e por algumas deficiências que meus professores (e minha turma) apresentaram.

Aprender a viver é mais uma iniciação filosófica do que um aprofundamento no tema. As grandes ideias geradas pela filosofia ao longo do tempo são abordadas sem que sua riqueza e sua profundidade sejam perdidos. 

Apesar da quantidade de informações, elas são passadas de maneira branda, de modo que é bastante fácil sobreviver a leitura. No todo, estou contentíssima com a leitura, e sei que, de alguma maneira, consegui absorver bastante do que Luc Ferry se propôs passar com Aprender a Viver.

15 de fev. de 2016

H Stern: A História do Homem e da Empresa - Consuelo Dieguez


A H.Stern é uma joalheria criada em 1945 pelo alemão naturalizado brasileiro Hans Stern. Famosa no mundo inteiro por seu trabalho, a H.Stern é uma das maiores referencias de excelência e inovação no ramo de jóias, e um dos maiores ícones quando o assunto é sucesso nacional.

Este livro, organizado e escrito pela jornalista Consuelo Diaguez é uma biografia não só do criador da empresa, como também da própria H. Stern: desde o início do fascínio do dono pelas maravilhosas pedras brasileiras, o start de sua empresa como um negócio de compra e venda de pedras, seu primeiro ponto de vendas em 1969, as estratégias de marketing que catapultaram a joalheria para o nível internacional até a atual onda de pequenas, porém constantes inovações dirigidas e incentivadas pelos filhos de Hans, hoje dirigentes da empresa.

Eu adoro livros que juntam história e administração (principalmente a parte que se relaciona à inovação). Este livro juntou história, administração, mentes inovadoras e o lindo e fascinante mundo das jóias. Sério, eu cheguei mesmo a chorar na parte final desta obra de tão maravilhada que fiquei.

Adorei a escrita de Consuelo Dieguez, e tive a impressão de que ela utilizou o cuidado quase artesanal da H.Stern para escrever esta obra. A escolha das palavras e das imagens se complementaram de forma perfeita e trouxeram uma riqueza incrível para este trabalho.

26 de dez. de 2015

A Lei do Triunfo - Napoleon Hill


A Lei do Triunfo foi um dos raros livros que me fizeram chegar à beira de um surto somente pela possibilidade de poder lê-lo (existe uma outra palavra que descreve melhor minha reação, mas prefiro utilizar aqui uma expressão mais suave).

O motivo de tanta empolgação foi que o o tema deste livro está intimamente ligado ao Trabalho de Conclusão de Curso que apresentei ano passado. Nele, eu tinha por objetivo fazer uma ponte entre grandes empreendedores estadunidenses do século XIX com os de hoje utilizando-me das atitudes que são apontadas hoje ao chamado comportamento empreendedor

Pois bem, A Lei do Triunfo é o resultado de uma pesquisa encomendada por ninguém menos que Andrew Carnegie (magnata do aço industrial e, ainda hoje considerado o segundo homem mais rico de toda a história, e que, por sinal, foi uma personalidades que abordei em meu TCC).

Em mais de 20 anos de pesquisa, Hill entrevistou mais de 16.000 pessoas e, entre elas, os 500 milionários mais importantes da época. Lista esta que incluiu os outros dois personagens cujo trabalho pesquisei: Jonh J. Rockefeller (grande nome do setor petrolífero mundial e ainda hoje considerado o homem mais rico de todos os tempos, com uma fortuna avaliada em US$ 336 BIlhões de dólares), e Henry Ford (inventor e empreendedor do setor automobilístico estadunidense, fundador da Ford Motor Company e primeiro empresário do setor a aplicar a linha de montagem na produção de carros).

Desnecessário dizer que estou me sentindo como uma criança solta em uma loja de brinquedos.

O objetivo desta pesquisa foi descobrir, a partir de uma série de entrevistas feitas com homens e mulheres de diversos segmentos sociais e profissionais, se existem, ou não, características que levam à pessoa a triunfar (a palavra triunfo aqui pode ser empregada tanto no sentido de poder financeiro quanto no sentido de se ter um grande plano de vida realizado).

As entrevistas levaram a um resultado interessante: Sim, existem características que fazem uma pessoa triunfar. E elas podem ser resumidas em 16 atitudes, que, no livro, foram transformadas em 16 "lições": o Master Mind (um grupo limitado de pessoas unidas de maneira harmoniosa em prol de um único objetivo), o objetivo definido, a confiança em si mesmo, o hábito da econimoa, a iniciativa e liderança, a imaginação, o entusiasmo, o autocontrole, o hábito de fazer mais que a obrigação, uma personalidade atraente, o pensar com exatidão, a concentração, a cooperação, (lidar corretamente com) a derrota, a tolerância e a Regra de Ouro (fazer aos outros apenas aquilo que desejaríamos que os outros fizessem, se estivessem em nossa situação).

Em A Lei do triunfo, cada uma dessas características recebeu um capitulo próprio, onde é desenvolvida, comentada, exemplificada e, enfim, ensinada.

Parece ser mais do mesmo de outros livros do gênero, mas, ao contrário dos outros, achei este realmente instrutivo e muito mais completo. Fora que aqui, o "triunfo" não necessariamente é uma mega empresa bem sucedida, pode ser outra coisa, tipo a compra de uma casa, ou um cargo na empresa dos sonhos.

De todos os capítulos, os dois últimos, o da tolerância e o da Regra de Ouro) foram os que menos me prenderam, não pelas características em si, mas pelo excesso de ideias (a meu ver) utópicas a cerca do homem e da religião. 

Já com outros, a absorção de conteúdo é quase osmótica, de tão fácil que é o entendimento do conteúdo. Claro que ler é uma coisa, coloca em prática, no entanto, são outros quinhentos, mas, ainda assim, gostei bastante deste livro e não me arrependo de ter dedicado um mês inteiro a ele.

10 de jan. de 2015

UAU! Como Causar uma Ótima Impressão - Frances Cole Jones


Incluí este livro na Maratona por ele estar há uns bons anos mofando na minha comoda (onde coloco a pilha de livros que tenho para ler). Além do mais, achei que seria uma boa quebrar a sequencia de histórias fantásticas.
"É importante saber que, quando você quer criar uma boa impressão, nenhum detalhe é insignificante, nenhuma preparação é excessiva, nenhuma escolha é irrelevante."
Apesar de trazer vários assuntos já calejados em livros de autoajuda/aprimoramento profissional, a linguagem com o qual esse livro e trabalhado me surpreendeu um pouco. Frances Cole Jones foi informal o suficiente para falar a minha língua sem prejudicar a mensagem (por mais simplistas que os demais autores sejam, a formalidade usadas por eles os afastam um pouco da minha realidade).

E tanto nos assuntos mais fora da minha atual realidade (tipo "ministrando palestras") quanto naqueles que tenham mais a ver comigo, as coisas são colocadas de maneira simples e sempre acompanhadas de porquês, dicas, exemplos e experiencias vividas pela autora e por seus clientes.

Ainda tiveram algumas coisas que não me foram muito úteis, tipo como montar uma carta comercial ou como mostrar como a arrecadação ou a produção da empresa cresceu e colocar isso em um currículo ou ainda aquela velha história de delegação de tarefas. Enfim...

Bom, ao menos posso dizer "menos um  na pilha para ser lido". =x

30 de dez. de 2014

Chaves: A História Oficial Ilustrada


Alguns dias após a morte de Roberto Bolaños recebi um e-mail avisando sobre a possibilidade de conseguir esta cortesia da Universo dos Livros. Por vários dias pensei que havia respondido tarde demais, até que no dia 17 de Dezembro essa lindeza me esperava na varanda. :3

Para quem está acostumado com histórias literárias, a biografia (em geral) pode causar um  pouco de estranhamento, mas como sempre digo por aqui, não é nada com que não dê para se acostumar. Ainda mais com uma leitura tão gostosa e emocionante como essa.
"A que atribui seu sucesso, além da qualidade do seu elenco?
Ao fato de eu sempre ter promovido os valores éticos. Nunca fizemos piada com os defeitos físicos ou com as crenças das pessoas. É inacreditável que haja quem pense que os valores são coisas antiquadas, coisa do passado."
Para muitos de nós, Roberto Bolaños marcou a infância (e até a adolescência) com o humor pastelão de Chaves e de Chapolin Colorado. O que poucos de nós sabem é que Chespirito também está por trás de filmes (cerca de 422 entre 1958 e 1988), peças de teatro, telenovelas, produções musicais e até livros. E desde de muito cedo e sua carreira o nome dele esteve associado a sucesso seja como produtor, como ator ou como compositor.
"O que lhe falta para ser completamente feliz?
Que cresçam no mundo a bondade e o perdão."
Momento confissão: precisei parar a leitura deste livro em alguns momentos para não começar a chorar, especialmente nas partes da entrevida com o Bolaños e dos depoimentos de amigos e das filhas. Nessas situações, pareceu reduziu meu coração ao tamanho de uma noz ao me fazer lembrar que Chespirito não está mais entre nós. Como disse uma amiga, a morte dele fez parecer que parte da minha infância havia morrido também, e mesmo com as intermináveis reprises de Chaves (não consigo imaginar o SBT sem esse programa) tenho para mim que essa sensação não passará.


27 de dez. de 2014

A Arte dos Negócios - Bill Ridgers


A primeira vez que vi sobre o lançamento desse livro, fiquei estasiada pelo "simples" motivo de meu TCC ser sobre empreendedorismo. Não pensei duas vezes antes de comprá-lo e abri um sorriso de orelha a orelha quando ele chegou.

Agora, descobrir que a apresentação da obra trás uma referencia (muito boa por sinal) a um conto de Machado de Assis foi simplesmente a cereja do bolo, e mais uma prova de que cada centavo gasto em um Zahar vale a pena.
"Há muitos riscos na originalidade, sobretudo diante de tantas variedades de sabedoria consagrada".
Gustavo H. B. Franco
O diferencial deste livro é que ele foi organizado e apresentado por homens que conhecem o mundo dos negócios. Gustavo H.B Franco é economista, ex-presidente do Banco Central e sócio fundador da Rio Bravo Investimentos. Já Bill Ridgers é escritor especializado em negócios e editor de educação e negócios da Economist

Nele, estão reunidas frases de grandes industriais do passado (como John D. Rockefeller, Andrew Carnegie e Henry Ford) e do presente (como Steve Jobs e Warren Buffet), além de citações de livros (literários ou não) e frases de filósofos, de séries, filmes, desenhos animados e etc.
"Num mundo encarado muitas vezes como frio e calculista, pode-se encontrar arte na citação incisiva que encerra uma verdade mais profunda"
Bill Ridgers
Gostei deste livro (na verdade, o AMEI) por ele fazer algo que me interessa muito: expor pensamentos do passado no contexto empresarial recente.

A carga de informação é muito grande e, ao mesmo tempo MUITO útil. E dá para se tirar ótimas dicas de leitura por aqui. :)

14 de ago. de 2014

Coleção Biblioteca Gazeta Mercantil (7, 8 e 9)


Depois de meses e mais meses enrolando para pegar os últimos livros dessa série, resolvi aproveitar as "férias" de julho para encará-los.

A série é de leitura rápida (a proposta é de se levar uma hora para a leitura), e segue a filosofia "você pode aprender tudo o que precisa conhecer, da maneira rápida e sem desgaste". No entanto, vejamos e convenhamos, esse não é exatamente um assunto MUITO interessante. :P

Volume 7 - Sucesso No Marketing (Mike Levy) - Eu fico bastante contente quando consigo utilizar um livro, mesmo que seja um guia rápido como esse, para revisar as coisas que vi em sala de aula. E mais feliz ainda quando vejo que as coisas passadas pelo meu professor estão de acordo com as escritas pelo autor. Alguns conceitos ficaram mais claros com a ajuda desse livro. Posso dizer que, para quem não conhece nada a respeito de marketing, esse livro será de grande ajuda.





Volume 8 - Planeje Seu Negócio (Richard Burton) - Para quem planeja iniciar algum negócio, mesmo que (inicialmente) informal, esse talvez seja um dos livros mais simples e eficazes que eu já tenha lido (embora precisa confessar que não tenham sido muitos). Esse guia rápido reúne informações sobre financiamento, marketing, os prós e contras de cada tipo de estrutura de empresa, e, o que mais fez valer a pena para mim, dicas para a montagem do plano de negócios (essa parte, especialmente, aprendi mais por esse livro do que durante todo o semestre em que precisei fazer um para a faculdade).


Volume 9 - Maximize Seu Tempo (Ronald Bracey) - Esse talvez seja um dos assuntos que eu mais me interesso em aprender (quase sempre me acho a procrastinação em pessoa em relação a algumas tarefas, e isso não é lá uma imagem muito legal para ter de si mesma. :P). Falando sinceramente, não achei que esse livro foi útil na apresentação das dicas, ao menos poucas (ou nenhuma) coisa nova foi apresentada e o tom imperativo foi usado em demasia. Sei lá, não desceu direito.


Bom... Assim coloco fim nessa coleção. rsrsr

27 de jul. de 2014

Descubra Seus pontos Fortes - Marcus Buckingham e Donald O. Clifton


Conhecer profundamente nossos talentos pessoais e usá-lo de forma consciente é o único caminho para a excelência.  

A proposta deste livro é apresentar um programa que o ajudará a reconhecer suas maiores habilidades e parar de perder tempo naquilo que você não é bom. Além desse programa, o livro também dá acesso a um teste desenvolvido pelo Instituto Gallup que ajuda a pessoa a identificar seus traços dominantes. 

Falando em relação às empresas, aquelas em que seus colaboradores sentem que tem seus pontos fortes mobilizados todos os dias é mais poderosa e mais forte. 

Definindo como ponto forte “um desempenho estável e quase perfeito em determinada atividade”, os autores revelam três princípios para se ter uma vida mais produtiva: 

  1. Você deve ser capaz de realizar a tarefa de forma consistente (repetidamente e com alguma satisfação); 
  1. Você ao precisa ter pontos fortes em todos os aspectos envolvidos em sua função para se destacar (mas faça o melhor que puder com as cartas que tiver); 
  1. Você só vai se destacar maximizando seus pontos fortes, jamais consertando suas fraquezas. 

Confesso que, após fazer o teste e ler sobre os resultados (segundo os quais meus pontos fortes são Contexto, Estudioso, Foco, Intelecção e Harmonia), e de ler sobre eles, fiquei um pouco perdida: havia sim, algumas coisas vi encaixe com que sou, já em outras, nem tanto. 

As coisas se encaixaram melhor quando fui para a parte que dá dicas de como lidar com cada "tema" de Ponto Forte: posso dizer que, pelo menos 80% de todas as dicas dadas nos meus temas, condizem com a maneira com que eu gosto de ser tratada em ambiente profissional e que me estimulam a continuar na função (e na empresa). Essa parte talvez seja uma das mais proveitosas do livro. 

A ultima parte do livro, mais especificamente o capítulo 7, é mais voltado para o relacionamento da parte gerencial de uma empresa com os Pontos Fortes, mas até que é bastante interessante de ser lido por que por quem (ainda) não faz parte dessa parcela da empresa. 

Antes de encerrar a resenha, acho que vale a pena dizer que o teste apresentado nesse livro não diz que você não possui os 35 temas de talento encontrados. O que ele faz é destacar os cinco em que você mais possui afinidade. Tanto é, que se você for no site da pesquisa, você poderá ter acesso aos seus 10 temas de talentos, ou até á lista completa, com os temas de talento colocados, vamos dizer, por ordem de significância: Quando mais ele se destacar, mais no topo ele aparecerá e mais resultado você conseguirá caso se comprometa a desenvolvê-lo. 

3 de mai. de 2014

Gerente Tambem é Gente - André B. Bacaui


Pois é, mais um daqueles livros que a faculdade pede para ler. O que posso fazer, né?

Assim com "A Meta - Um Processo de Melhoria Contínua", "Gerente Também é Gente" é um romance administrativo: é um história em prosa que tem por objetivo tornar algum conceito ou processo gerencial numa linguagem acessível ao público utilizando-se de um pouco de carga literária.

Nesse livro, o personagem é Leonardo Flick, um profissional que, sendo promovido a gerente de projetos, precisa aprender, do zero, a lidar com tudo que envolve o gerenciamento de projetos.

Paulo Ferrucio, Executivo de Projetos que fez o prefácio desse livro, comenta que Barcaui apresenta as diversas áreas de conhecimento do gerenciamento de projetos, dá dicas de planejamento, controle e administração de maneira coloquial, vista pela ótica do profissional que vivencia as ansiedades, erros e acertos, abordando também o lado humano e pessoal de um gerente. Assim como discute o que é um projeto, qual o papel do patrocinador, stakeholders (designação dada a todas as pessoas ou organizações que possuem interesse direto ou indireto no projeto), características do gerente de projeto, e outros conceitos.

E aí vai a primeira coisa que gostei: sabe essas "pílulas de sabedoria" ou simples frases legais (que foram bem colocadas na história) que eu vivo postando (ou tentado postar) na page do blog? Esse livro tem um monte (pelo menos em uma primeira passada de olho).

Aliás, desconfio que A Meta não só tenha servido de inspiração como foi usada a mesma sequencia de narrativa: o cara tinha uma vida cômoda até cair de paraquedas em uma situação totalmente nova, fica completamente perdido, busca ajuda de um mentor e começa a arregaçar as mangas e a agir. Não que isso seja ruim, pelo contrário, aprendi muita coisa com A Meta e acho que vou aprender muito mais com esse livro (que até agora tem explicado as coisas melhor que o professor da disciplina que o pediu).

A progressão das ideias e do desenvolvimento do projeto é mais lento nesse livro se em comparação com A Meta. No entanto, a carga de teoria que a obra apresenta é maior. Enquanto a Meta a prática da teoria vinha de maneira mais rápida, em Gerente Também é Gente a carga de planejamento é maior. É algo coerente eu acho: de certa forma, o setor gerenciamento produtivo de uma empresa é mais relacionado com prática do que o gerenciamento de projeto. Não estou dizendo que o  primeiro não exige planejamento, pelo contrário. Acontece que parte do planejamento de produção é feito durante o planejamento de projeto (pelo menos se eu entendi minhas aulas direito).

Vamos a segunda coisa da narração que eu gostei: os comentários do personagem/narrador. Tipo, você está lendo sobre, sei lá, todo o raciocínio que o cara sou para chegar a uma determinada decisão de ação. Aí lá para as tantas, ele comenta sobre uma das pessoas da equipe dele e completa com a seguinte frase: "Praticamente um hobbit... Mas um grande membro da equipe." ou então, depois que Flick explica ao comitê do projeto sobre uma situação: "Queriam que eu fizesse mágica... Só esqueceram que meu nome é Flick, e não Harry Potter."

Esses comentários deixam a história tão mais leve e descontraída que acaba que você consegue passar pelo grosso das teorias de planejamento de processo sem seu cérebro ser fritado no processo.

Agora meu recado aos futuros administradores de plantão: leiam esse livro. Sério, a chance de você aprender alguma coisa sobre esse bicho-papão chamado gerenciamento de projeto é grande. E o melhor de tudo é que esse aprendizado será feito quase que por osmose. A história é bem fácil de ler (em parte pelos comentários nerds que eu simplesmente AMEI) e todos os nomes mais estranhos são explicados ou no mínimo possuem uma notinha de rodapé a respeito.

13 de mar. de 2014

Nietzsche Para Estressados - Allan Percy



Eu não sei se deveria fica contente ou envergonhada por demorar tanto tempo para ler um livro que comprei. Para vocês terem uma ideia, dos três livros escritor por Allan Percy, um foi falado em 1º de Maio e o outro em 08 de Setembro, e olha que eles ficaram ainda mais um tempinho na minha estante antes de serem lidos. A minha edição já está ate com algumas manchinhas típicas de envelhecimento.

Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844 — 1900) foi um filólogo, filósofo, crítico cultural, poeta e compositor alemão do século XIX. A minha curiosidade por ele é atiçada há bastante tempo, e achei que esse livro fosse um bom ponto de partida.
"A palavra mais ofensiva e a carta mais grosseira são melhores e mais educadas que o silêncio."
Friedrich Nietzesche
O mais engraçado (ou, no mínimo, surpreendente), é que a maioria dos aforismos presentes está meio que de acordo com o momento de reavaliações que estou passando no momento. Muita coisa relacionada a egos inflados e momentos decisivos. Aconteceu a mesma coisa quando li Oscar Wilde, mas era um momento mais pessimista do meu ano (tinha muita coisa dando errada ao mesmo tempo e eu não sabia como lidar com isso direito). Essa concordância entre as “gotas de filosofia” e momento de vida tornou a leitura muita mais proveitosa e muita coisa foi assimilada sem que eu nem ao menos percebesse (pelo menos acredito que tenham sido. Kkkk)

E é muito fácil descobrir o motivo de essa série ser tão gostosa de ler: as máximas são interligadas com músicos, filósofos, escritores, cineastas, filmes, livros, ditados orientais e ocidentais, ensinamentos de diversas religiões, médicos, até economistas podem entrar na roda. Fica algo dinâmico, como se estivéssemos em uma roda de conversa tendo Allan Percy como mediador da discussão.

É um ótimo livro e não me arrependo de ter comprado e nem de ter esperado tanto para lê-lo.

28 de fev. de 2014

Coleção Biblioteca Gazeta Mercantil (5 e 6)



Aqui vai uma confissão: há essa altura da coleção, estou realmente querendo jogá-la longe. Apesar de serem livros rápidos (e quanto a isso não resta dúvida), eles são arrastados. Tanto é que não consigo ler mais que dois por mês. E quando penso que ainda faltam três para poder completar a coleção e poder passá-la para frente... Já fico de cara emburrada. ¬¬ 

Volume 5 – Influencie pessoas (Fiona Elsa Dent) – “A capacidade de influenciar eficazmente é considerada por muitos como uma técnica fundamental a ser desenvolvida e que pode ajudá-lo a alcançar resultados positivos nas muitas situações que você vivencia diariamente. (...) Talvez por isso trabalhar para aprimorar sua técnica de influenciar pessoas possa ajudá-lo...”. Acho que não há maneira melhor de descrever o objetivo desse livro. Influenciar pessoas depende tanto do que você fala quanto do como você fala (e aí aparecem setinhas de neon piscando e apontando para a linguagem corporal, assunto que tanto me chama atenção nas séries e na vida real. Kkkk)


A pessoa diz que não vai manter a coleção na estante. O livro responde sendo um dos mais úteis que você já teve acesso. É. Eu acho que esse ficará exatamente onde está. Kkkk

Volume 6 – Fidelize o Consumidor (John Frazer-Robinson) – Acabou que peguei dois assuntos parecidos e de um consultor que escreveu outro livro para essa coleção (Correspondências Eficazes), que por sinal, foi outro dos que gostei (pelo menos inicialmente). “A fidelidade é, inevitavelmente, a razão do sucesso de todo o seu negócio.” E que fique registrado: tome cuidado ao falar mal de uma coleção antes de lê-la por inteiro: você pode se arrepender... E sim, esse volume é ÓTIMO! Em grande parte pelos casos apresentados, é verdade. Mesmo assim, muito útil para quem, como eu, possui o sonho distante de tocar o próprio negócio.

20 de jan. de 2014

Coleção Biblioteca Gazeta Mercantil (3 e 4)



Assim como todos os livros dessa coleção, as poucas páginas (são no máximo 70) permitem uma leitura rápida. Ao mesmo tempo, ela pode ser feita á medida em que o leitor precisa de determinado assunto.

Volume 3 – Divulgue seu negócio (Mike Park) – A frase “O Marketing é a alma do negócio” nunca foi tão verdadeira. De maneira rápida e de fácil entendimento, o livro dá dicas praticáveis de como aplicar e aprimorar a maneira com que a empresa lida com a divulgação de sua marca e de seu produto, envolvendo assuntos como imagem da empresa no mercado, maneiras de se lidar com a mídia e melhorar o impacto promocional da mesma.





Volume 4 – Entrevistas bem-sucedidas (Mike Levy) – Se você não estiver preparado para encarar as entrevistas de nada adiantará ter trabalhado tanto para encontrar uma vaga no mercado de trabalho. O interessante desse livro, é que ele foi preparado para o entrevistador. Mas nada impede que um entrevistado não o aproveite.


12 de nov. de 2013

Coleção Biblioteca Gazeta Mercantil (1 e 2)




A Coleção Biblioteca Gazeta Mercantil (ou Coleção Sucesso Em 1 Hora) tem como objetivo passar informações sobre Desenvolvimento Profissional, Marketing e Administração por meio de textos rápidos (a proposta é uma leitura de 1 hora, no máximo). 

Não estamos falando de um “Siga estes passos”, e sim, de um “um essas dicas a seu favor”.

Uma coisa que achei interessante, é que cada volume trás mostra como seu conteúdo pode ser extraído ao máximo. Em alguns falará para ler aos poucos e na ordem que for mais conveniente, em outros, te pedirá para ler de uma vez e fazer releituras de acordo com a necessidade. Poucos livros desse tipo trazem isso.

Volume 1 – Conquiste o Emprego Certo (Calum Roberts) – Entrar no mercado de trabalho é uma tarefa cada vez mais desafiadora. As dicas desse livro são simples e muito coerentes com a enxurrada de informações sobre o assunto, a diferença, é que além dos “o que fazer”, elas são seguidas de exemplos, depoimentos e um “você pode começar daqui” (particularmente muito úteis para pessoas que, como eu, possuem 22 anos nas costas e nada além de estágios nas costas). 


  

Volume 2 – Correspondências Eficazes (John Frazer-Robinson) – Eu sempre gostei da palavra escrita (acho que isso não é novidade por aqui), e um dos textos desse livro apenas reforçou esse gosto. É como se o texto tivesse conversando diretamente com o meu coração. (*-*) Apesar de ser mais voltado para a correspondência comercial (cartas de vendas, para ser mais exata), algumas das dicas apresentadas são muito úteis para os outros tipo de escrita (como um blog, por exemplo), sendo necessário apenas certas adaptações, mas nada muito difícil.

5 de nov. de 2013

A Meta: Um Processo de Melhoria Contínua – Eliyahu M. Goldratt e Jeff Cox




Na verdade, esse é um livro que precisei ler para fazer um trabalho de faculdade. Mas por se tratar de uma curiosa mistura entre literatura e administração, achei que seria interessante traze-o para o blog. (Até por que, pode ser muito útil para fazer a resenha da ultima etapa do semestre). Esse é um dos momentos em que eu me sinto estranha por estar me amarrando em um livro que está sendo intitulado de chato por quase todo o resto da turma.

A proposta é explicar (a aplicar) uma teoria administrativa por meio de um romance. Tanto a empresa quanto os personagens que dão vida ao enredo são fictícios (no máximo, baseada em pessoas e situações verídicas), mas a teoria aplicada e explicada é bem real.

Alex Rogo é o gerente de uma fábrica da UniCo. instalada em uma cidade suburbana dos Estados Unidos. Inicialmente, Alex não consegue entender o porquê de sua fábrica ter tantas dificuldades em seus processos produtivos mesmo com a utilização de maquinários de primeira qualidade. A situação fica mais desesperadora quando ele recebe a noticia de que sua unidade de produção pode ter suas portas fechadas caso ela não se tornasse mais atrativa aos investidores. As coisas começam a se desenrolar quando ele se lembra de uma conversa com um antigo professor de faculdade. Nessa conversa, Jonah consegue, por meio de tres perguntas simples, saber que a fábrica de Alex está enfrentando problemas.

Uma das coisas que tornaram o livro interessante, é que Jonah não dá respostas prontas a Alex, mas o ajuda a encontrar tanto as perguntas pertinentes aos problemas quanto as respostas que o ajudarão a colocar em prática o que for necessário para que a empresa alcance sua meta principal. 

Para os administradores de plantão (e para os demais leitores que porventura se interessem pelo assunto), aqui vai um aviso em letras garrafais: ESSE LIVRO É UMA VERDADEIRA AULA DE GESTÃO DA PRODUÇÃO! 

Os comentários que ouvi dos que já leram (ou que estão lendo) é que esse é livro chato e repetitivo. Bom, acabei de ler a pagina 125 (15h11min do dia 13/10/13) e tudo o que pude perceber (por enquanto) foi o processo de construção de raciocínio: começa a partir de uma premissa fora do contexto da Uni.Co., vai para um contexto não necessariamente relacionado a fábrica (mas que ajuda no entendimento de Alex sobre o assunto), progride para um planejamento de ação e acaba na aplicação da ação. Devo dizer que, ao menos por enquanto, “A Meta” pode ser qualquer coisa, menos chato e repetitivo.

Isso fica bem claro lá pelo capítulo 32, quando Alex entende a extensão da ajuda de Jonah. Sempre que era chamado para auxiliar Alex, Jonah se valia do método socrático da construção do pensamento crítico. Em poucas palavras, esse método busca, através de perguntas pertinentes, persuadir as pessoas para que elas eliminem a barreira da prática (e do pensamento comum) e superem mudanças. 
 PROCESSO DE MELHORIA CONTINUA
1. IDENTIFICAR a(s) restrição(ões) do sistema.
2. Decidir como EXPLORAR a(s) restrição(ões) do sistema.
3. SUBORDINAR tudo à decisão anterior.
4. ELEVAR a(s) restrição(ões) do sistema
5.CUIDADO!!! Se em algum passo anterior a restrição tiver sido quebrada, volte ao passo 1, mas não deixe a INERCIA cause uma restrição no sistema.
O que me leva a outro ponto interessantíssimo desse livro: ele faz a convergência entre diversos tipos de ciência e os insere a Administração. Não estou falando daquele monte de fórmulas que engolimos em nosso ensino médio. A convergência se faz por meio do raciocínio que está por trás de algumas descobertas científicas. Em um determinado momento, por exemplo, o autor aproxima algo usado na administração que é muito encontrado na física: a relação chave SE... ENTÃO. E não só a física é citada, como também a química e a filosofia. E essa convergência foi muito bem utilizada, os exemplos foram válidos e as ocasiões pertinentes. Tudo ficou muito claro e de fácil entendimento.

A verdade é que talvez esse Romance Administrativo (perdoem-me, mas não achei definição melhor para ele) pode não ser do gosto de todas as pessoas, de fato, acho que pouca gente o acharia agradável. Mesmo assim eu o recomendo (principalmente aos futuros administradores), afinal, não sempre que se pode conhecer uma mistura tão inusitada como essa.

Basicamente, essa é a minha opinião sobre o livro “A Meta”. Faltou, na verdade, apenas um item sobre o qual eu gostaria de falar. Acredito que nem todos podem ter a curiosidade ou a paciência sobre o assunto, então, vou deixá-lo na postagem expandida.


18 de out. de 2013

Seu Balde Está Cheio? – Tom Rath e Donald O. Clifton




Sabem aquelas pessoas que sempre acordam com o pé esquerdo, mal humoradas, reclamonas e que possuem o poder de colocar todos a sua volta para baixo? Esse livro é INDICADÍSSIMO para esse tipo de pessoa.

A Teoria do Balde e da Concha é baseada em um princípio simples: Todas as pessoas possuem um balde imaginário em seu interior. Cada vez que você faz algo de positivo (um elogio, um sorriso, ou um simples ato de educação), você acrescenta uma concha de água no balde dessa pessoa. Cada vez que você o deprecia, retira uma concha de água desse mesmo balde. Quanto mais cheio o balde estiver, mais satisfeita a pessoa será/estará. Quanto mais vazio, mais irritadiça e mal humorada.

Não é um livro muito profundo, é verdade, e algumas pessoas podem jurar de pés juntos que é tudo balela. Mas se querem saber, eu acredito de verdade, que um pouco de otimismo pode fazer toda a diferença no dia (e na vida) de uma pessoa.  Hoje em dia eu vejo muita gente carrancuda, sem alegria e pessimista é muito triste. Às vezes tenho a impressão de que eu já fui assim, e posso dizer que é muito difícil enxergar o outro lado da moeda. 


Esse livro comprova que ter atitudes positivas com o que e com quem o cerca, desencadeia uma série de mudanças que podem até mesmo, salvar vidas. Segundo estudos, pessoas negativas podem viver até 10 anos a menos que pessoas positivas.

A parte mais útil, e talvez seja a que faça o livro valer a pena, é o Capítulo 6: Estratégias Para Ampliar as Emoções Positivas, que basicamente mostra como a Teoria do Balde e da Concha pode funcionar na prática. São orientações simples, mas muito efetivas. Eu, particularmente, gostei bastante. 


Donald O. Clifton (1924-2003) é avô de Tom Rath, e foi considerado pela Associação de Psicologia Americana como Pai da Psicologia da força e Avô da Psicologia Positiva. Foi a partir dos estudos de Clifton que Rath escreveu Seu Balde está Cheio?