21 de set. de 2015

Os Mistérios de Warthia: A Fortaleza do Dragão - Denise Flaibam


É sempre incrível ver uma ótima série como Os Mistérios de Warhia ganhando continuação em livro físico (não consigo me acostumar com os digitais i.i). Ainda mais quando a autora é tão simpática como a Denise. Mais uma vez, agradeço pela confiança. ^^

Abandonando o Reino do Norte, Serafine Delay, a escolhida pelos Deuses para trazer a esperança e combater a temível Sharowfox, e seus guardiões Jarek, Guillian e Ývela seguem para o Reino do Oeste, uma terra coberta por um deserto traiçoeiro cheio de criaturas já tomadas pelas Trevas.

Mas o reino do Oeste também é o lugar de grandes aliados, como o Rei Jon Tytos, Senhor do Oeste, que oferece a Serafine a chance de treinar junto com os melhores arqueiros de toda a Warthia e Theodore, o mestre que ajudará a escolhida a dominar a poderosa Terra. E é na Terra do Oeste que conhecemos um pouco mais do passado de Ývela e de Jarek (espaços na história que a autora soube aproveitar muito bem por sinal).

Em relação a evolução da história, as coisas não foram tão surpreendentes quando no primeiro livro da série (tanto é que só nas ultimas 100 páginas é que me empolguei de verdade), e alguns palpites que fiz na ocasião se confirmaram.

Ainda assim, a narração de Fortaleza do Dragão continua tão boa quando a de A Profecia de Mídria, e mesmo um ou outro erro de continuidade, de revisão (tipo artigos de gênero trocado, uma ou outra palavra engolida e acentos graves onde não deveria ter), e de diagramação não prejudicou a boa fluência da leitura. Foram coisas tão pontuais que nem me incomodaram.

18 de set. de 2015

Deuses de Dois Mundos: O Livro do Silêncio - P. J. Pereira


Em Abril de 2014 a minha queridíssima Toca CE se uniu para o evento de lançamento de Deuses de Dois Mundos: O Livro da Traição, segundo livro da trilogia. Não precisei de mais que oito segundos para me apaixonar pelo Booktrailer (o que é raríssimo) e não mais que quinze para ficar totalmente doida com a história, louca de vontade para ler os livros do PJ. O tal evento foi (mais) um daqueles que eles sempre organizam e que me fazem ficar roxa de inveja por só poder participar pelo facebook. Agora imaginem o tamanho do surto que eu tive quando descobri que havia ganhado não apenas o primeiro, mas sim o primeiro E o segundo livro da série. Pulos de alegria foi pouco.

Praticamente um ano e meio me roendo de vontade de ir lá pregar meu prêmio pessoalmente, os dois livros vieram com um bônus: Deuses de Dois Mundos: O Livro da Morte, terceiro e ultimo livro da série.

O que me chamou atenção nesta história (além do booktrailer maravilhoso) foi a escolha que o autor fez em trabalhar com a mitologia dos iorubá (um entre os vários povos que foram trazidos para o Brasil como escravos). As histórias dos orixás, sempre me despertaram algo entre a curiosidade e o espanto (não sei se essa é realmente a palavra que quero dizer, mas não consegui articular nada melhor que isso) e, sendo assim, esta série veio no momento certo. E mais certo ainda considerando que ha pouquíssimo tempo tive a oportunidade de ler um pouco sobre algumas mitologias, incluindo esta, ainda que de modo bem superficial.

Mas indo ao que interessa: Temos duas frentes de narrativa em O Livro do Silêncio: uma delas acompanha Newton Fernandes. um jornalista de São Paulo que é convocado para uma tarefa pra lá de estranha: ocupar, provisoriamente, o lugar de um Odu (um dos príncipes do destino e donos das histórias do passado e do presente das pessoas). Mas o que houve com os Odus? É aí que vamos para a outra frente de narração.

No Aiê, a Terra, o maior adivinho de todos os tempos, o babalaô Orunmilá, juntamente com seis grandes guerreiros partem em uma missão de encontrar todos os dezesseis Odus sequestrados pelas Iá Mi Oxorongá, um grupo de feiticeiras que tentam, há anos, tomar os poderes dos orixás.

Eu realmente não sabia o que esperar deste livro, e cheguei até a baixar um pouco minhas expectativas para não acabar me frustrando. Acabei me estourando porque a história é tão incrível que minhas melhores expectativas seriam facilmente superadas.

A leitura é leve e gostosa a ponto de você não reparar as páginas passando. PJ Pereira acertou em todos os pontos e entrou, com muita facilidade, para o hall de "autores queridos".

15 de set. de 2015

Despertada - P. C. Cast


Já devo ter dito em alguma resenha anterior que já li alguns livros desta série. Pois bem, Despertada marca a volta das leituras inéditas.

A Ilha de Skye, lugar que propiciou a Stark encontrar um caminho até Zoey no Além Mundo se tornou um santuário de paz tão forte que ela começa a pensar seriamente em ficar por ali indefinidamente, longe da guerras e longe das coisas más trazidas por Neferet e Kalona,

Mas quando mais uma pessoa pessoa queria é perdida por causa da sede de poder Neferet ela retorna a Tulsa e reassume sua posição contra a Rainha Tsi Sgili.

Na verdade, Despertada tem bem pouco de Zoey (o que não quer dizer que ela não tenha grande importância aqui). Neste livro, quem "brilha" mesmo é Stevie Rae e o Reaven Mocker com quem ela se carimbou. Sério, eu cheguei a chorar de tanta felicidade quando Nyx apareceu e... ops, melhor  eu parar por aqui.

Quanto a Neferert, bem, é aqui que ela vira totalmente as costas para Nyx e faz um pacto muito, muito tenebroso com o Touro Branco do Mal... Um pacto um tanto falho que permitiu à Deusa colocar em jogo alguém... potencialmente contrário às suas intensões maléficas. (E eu tive que me controlar muito para não gargalhar de tanto rir as três da madrugada).

12 de set. de 2015

A Revolução de Atlas #2 - Ayn Rand


A resenha do segundo livro de A Revolução de Atlas é, sem sombra de dúvidas, um desafio que não sei se conseguirei cumprir com eficiência. Alias, a resenha de toda essa trilogia será um desafio.

Não vou mentir dizendo que este é um livro fácil. Na verdade, ele não é. Falas longas demais (algumas chegam a ocupar uma página inteira, ou mesmo uma página e meia), ou mesmo diálogos praticamente monossilábicos, narrativa um tanto quanto lenta e entrelinhas que escancaram duas linhas de pensamentos tão opostas quanto a água e o óleo.

No entanto, esses mesmos pontos, a meu ver, podem ser justificados com uma outra característica: este livro te faz pensar no tipo de pessoa que você é, em que lado da história você estaria se o mundo fosse como é mostrado em A Revolução de Atlas.

Seria você o tipo de pessoa que se move para avançar, que se move para melhorar, para trazer e/ou fazer melhorias (seja para você, para seus relacionamentos ou para sua empresa), que dá a cara a tapa por seus objetivos e por seus valores, ou seria você do tipo que culpa os outros pelas coisas que você não conquistou, que pega carona em um sucesso desmerecido, que desdenha dos que se movem em direção a uma coisa nova, que explora o esforço alheio para benefício próprio. Você, como você se conhece, diga sinceramente, em que grupo você estaria?

São os homens que avançaram que fizeram (e fazem) a história do mundo girar (desde a roda primitiva até a extração e destilação do petróleo, da calculadora até o mais potente celular já fabricado). É esse conjunto imenso de homens inventando e/ou inovando (e uma inovação não é necessariamente uma invenção) que mantem o dinheiro (santo dinheiro) fluindo. Agora, o que aconteceria se quem ditasse as regras da sociedade pertencesse ao segundo grupo de pessoas que foram descritas acima?

O mundo de A Revolução de Atlas é um mundo em que um homem é punido por seu desejo de fazer melhor, por acreditar que mereceu cada centavo que seu trabalho lhe rendeu. Neste mundo, é socialmente aceito, e louvável, que os donos de fábricas gastem e produzam independentemente de receber. Alias, eles deveriam produzir sem receber absolutamente nada. Eles deveriam abrir mão das fortunas que adquiriram em prol de pessoas que o culpam pela falta de capacidade que eles apresentam. O mundo de A Revolução de Atlas é um mundo dominado por exploradores.

Vê? É por isso que este livro requer (e merece) uma leitura mais lenta. Muita coisa é colocada em jogo.

Se você, como eu, for do tipo que consegue ler 120 páginas por dia (em um dia de leitura bem aproveitado), bom, tenha em mente que você dificilmente vai conseguir conseguir esse número, o próprio livro vai te colocar em um ritmo certo.

-Sr. Rearden, se o senhor visse Atlas, o gigante que sustenta o munto todo em seus ombros, se o senhor visse o sangue escorrendo pelo peito dele, os joelhos tremendo, porém ainda tentando sustentar o mundo com suas ultimas forças, e se quanto mais ele se esforçasse, mais o mundo lhe pesasse nos ombros, o que o senhor lhe diria para fazer? 
 -Eu... não sei. O que... ele poderia fazer? O que o senhor lhe diria para fazer?
-Eu diria: sacuda os ombros!

E chega a ser um prazer cruel ver as consequências desastrosas de tantos "sempre foi assim", "deu certo há vinte anos atrás", ou "não foi culpa minha". (Isso citanto algumas das pérolas encontradas neste volume).

5 de set. de 2015

Somente Sua - Sylvia Day


Juro que tentei esperar um pouco mais para ler o quarto volume da série Crossfire... Mas é praticamente impossível resistir a Gildeon Cross. Ainda mais quando ele assume parte da narração de sua história com Eva.

Após Gildeon divulgar oficialmente seu noivado com Eva, várias de suas ex (e o ex de Eva também) praticamente declararam guerra contra ela e contra Cross. As antigas mulheres de Gildeon sabem que, para atingi-lo, basta atingir a Eva, e usarão isso em favor delas (no famoso livro cinco, acredito eu).

Como se não bastasse, o passado sombrio desse Moreno Perigo (finalmente) vem a tona, não para o público, e sim, para sua família (ou, pelos menos, para a parte que se interessou no tal fato). E, pela primeira vez, Gildeon deixa suas preferencias mais sombrias tomarem conta. Eva, por sua vez, as encara, provando, mais uma vez, o quão grande é seu amor por ele.

Acho que o ponto mais alto deste livro, além dos momentos em que ele assumiu a narração, foi  o momento em que ele perde seu autocontrole (e finalmente leva Eva para um lado mais BDSM da relação, o que, por sinal, eu adorei). 

Se compararmos o Gildeon de Somente Sua para o de Toda Sua, percebemos uma diferença enorme. Mas ele ainda erra em vários pontos que Eva considera sensível e  isso, meio que invariavelmente, culminou num final nem menos bonito que o de Para Sempre Sua.

2 de set. de 2015

A Bruxa Tereza, ou O Vampiro-Rei 1 - André Vianco


Lembro-me de ter ganhado este livro de presente de aniversário e de tê-lo abandonado na página cinquenta sem ter entendido bulhufas da história. Foi só depois que descobri que O Vampiro-Rei 1 é, na verdade, o segundo volume de uma sequencia de livros iniciada por Bento. (Dor de cabeça resolvida somente anos mais tarde, com as reedições da trilogia). 

Após os quatro milagres liberados com a reunião dos trinta bentos, os humanos passaram a comemorar a vitória iminente. Sob o comando de Lucas, trigésimo bento, os planos de agora envolvem organizar os soldados para retomar as grandes cidades do Brasil.

Mas a comemoração veio cedo demais. A rodada de ação é dos vampiros, e Lúcio, o lacaio de Cartanzo, está levando seu mestre em direção à misteriosa bruxa que vive no norte do país.

Ao contrário do que aconteceu em Bento, este volume não me prendeu tanto. Não sei se foi porquê eu realmente me empolguei com o primeiro volume da trilogia, ou se foi a história neste volume que murchou mesmo. O que sei é que, enquanto devorei aquele em uma semana de leitura insana (com direito a pauda para retomada de folego), neste encarei uma leitura mais arrastada com momentos de quase desistência.

Talvez o motivo seja a própria história: a sensação de urgência que Bento passou praticamente não existiu e só teve, uma ou duas cenas empolgantes, e mesmo assim, que nem de longe se comparavam aos ápices do primeiro livro.

Enfim. Não estou muito empolgada com o ultimo livro da série, mas já que a tenho, e já que está entre os títulos de minha reavaliação, o lerei (ou, ao menos, tentarei).