5 de mar. de 2018

Casamento por Conveniência - Jennifer Probst




Em um ato de quase desespero, Alexandria McKenzie fez um feitiço para a Mãe Terra queimando (entre outras coisas), uma lista de características que seu homem ideal deveria ter, e o ultimo item da lista era "ter cento e cinquenta mil dólares em dinheiro disponível". Era a soma exata que ela precisaria para salvar a casa onde ela e seus irmãos nasceram e cresceram.

Na outra ponta, Nicholas Ryan, um arquiteto de sucesso em Nova York que não acredita em nada que envolva amor eterno, casamento e família. O que ele quer é ganhar a disputa por um grande projeto próximo ao rio, um que ele se preparou a vida toda para fazer... Só que, para fazer isso, ele precisa comandar a empresa da família, e para comandar a empresa da família, ele precisa se casas em menos de duas semanas e manter-se casado por pelo menos um ano.

Não há muita coisa que una os dois, a não ser o fato de Alexa ser a melhor amiga da irmã dele; e também o curioso contrato de casamento que garantiria, a ela, acesso ao dinheiro para salvar a casa da família e, a ele, a posse da maioria absoluta das ações da empresa; e um sentimento antigo guardado a sete chaves por um e com triste carinho por outro.

É como diz a frase na capa: o destino adora contrariar o melhor dos planos.

Esse foi um daqueles livros que peguei no sebo sem que eu desse muito crédito pelo que estava levando. Apesar de ter pego este livro por ele ser rápido, acabei me envolvendo com a história e descobrindo que, afinal de contas, fiz um ótimo negócio.

O livro é bem escrito e a história é envolvente. Dá para saber quase exatamente onde as burradas dos personagens estão e como elas vão estourar, e isso confere certa dose de humor ao casamento de fachada que Alexa e Nick montaram.

1 de mar. de 2018

O Colecionador - Nora Roberts


O que fazer quando duas amigas queridas são super-fãs de Nora Roberts? Lê Nora Roberts também!

O Colecionador foi mais uma recomendação da Bete (uma das tais amigas queridas), que me propôs uma nova linha narrativa da autora, um romance policial dessa vez.

Lila Emerson é uma cuidadora de casas. É ela que alimente seus cachorros, cuida das suas plantas e mantém sua casa limpa (até mesmo fazendo pequenos reparos) enquanto você curte férias ou quer passar alguns dias fora de casa. Graças esse trabalho muito estressante (e interessante), ela já viajou (e morou) em quase todos os cantos dos Estados Unidos e da Europa.

Na rotina de cuidar da casa dos outros, e de escrever seus livros sobre uma adolescente lobisomem, um dos hobbies de Lila é olhar as janelas dos prédios vizinhos, ou mesmo as pessoas passando nas ruas. Não é como se estivesse espionando, mas ela era curiosa e imaginativa e todas aquelas cenas interessantes estavam lá, acontecendo diante de seus olhos.

Até uma madrugada em que ela viu uma mulher ser lançada da janela de seu apartamento.

Ela ligou para polícia, claro, mas a cena não saiu de sua cabeça. Ao passar na delegacia para saber se havia alguma notícia, um rapaz a interpela, Ashton Archer, irmão do namorado da mulher jogada pela janela, que também fora encontrado morto por um tiro.

A notícia inicial fora que Oliver jogara a namorada e cometera suicídio, mas Ash não acreditava nisso. Conhecia o meio-irmão mais novo muito bem para saber que seria incapaz de matar a namorada ou de matar a si mesmo. 

Mesmo sabendo que a polícia estava investigando o caso, ele não iria ficar parado, e nem conseguiria se tentasse. Ash iniciaria sua própria investigação, e Lisa , a única testemunha ocular do crime, acaba se juntando a investigação.

Falando como uma leitora relativamente recente de Nora Roberts, é fácil perceber o motivo de ela fazer tanto sucesso por aí: ela pega uma ideia simples e trabalha nela até transformá-la em algo surpreendente. Coloque aí uma escrita fluida e bem encadeada e junte com alguns personagens carismáticos. Tcharaaaaan!

Isso não é uma receita de bolo. Por mais que exista as tais "fórmulas prontas", é preciso saber trabalhar seus elementos para que o resultado der certo, e cara, ela sabe. Como aspirante a escritora, montar uma trama completa e construir todos os elementos necessários para fazê-la funcionar é difícil (muito, alias), e não me envergonho de dizer que gostaria de ter uma partezinha da habilidade que ela tem na escrita.

27 de fev. de 2018

Sete Minutos Depois da Meia-Noite - Patrick Ness


A história de como este livro chegou à minha estante é curiosa: eu havia encontrado a edição de capa original num sebo, e, como eu queria muito ler a história, levei (acho que vinte reais o valor da troca). Não estava muito satisfeita, já que queria a capa do filme (uma das poucas vezes que prefiro o cartaz do cinema à capa original). 

Pois bem, no mesmo dia, eu fui ao shopping com algumas amigas, e como todo grupo de leitores que se preze, acabamos passando na Saraiva. E lá estava essa edição, novinha, a vinte reais. Demorei um pouco para me decidir, já que tinha acabado de conseguir um exemplar (o que eu iria fazer com dois exemplares do mesmo livro?), mas acabei entrando na fila do caixa... E dei o exemplar do sebo para o vendedor que me atendeu. Saí da livraria com a sensação de ter feito uma pessoa feliz. hahaha

Estado de espírito curiosamente oposto do que senti enquanto li a pequena história de Sete Minutos Depois da Meia-Noite: não houve uma página, entre as cento e sessenta, em que eu não me derretesse em lágrimas.

Connor O'Malley é um garoto de 13 anos que está passando por um momento bem difícil em sua vida: a mãe está doente e passando por tratamentos rigorosos, o pai está longe, morando nos Estados Unidos com a nova mulher e a bebêzinha recém-nascida, os colegas da escola (e alguns professores) agem como se ele fosse invisível, exceto por Harry e seus dois amigos, que o provocam e o machucam diariamente; a avó de Connor (que não é como as outras avós que o rapaz conhece) está chegando para uma longa estadia, e ainda tem o pesadelo que o atormenta todas as noites e o faz acordar no meio da noite suando frio.

Curiosamente, o pesadelo o acorda sempre no mesmo horário, às 00h07min. Justamente a hora em que o teixo que habita o cemitério da cidade ganha vida e se encontra com Connor para lhe contar histórias das vezes que ele caminhou pelo mundo. 

Três histórias serão contadas pelo teixo. A quarta será de Connor, e, quando for a vez dele, ele precisará contar a VERDADE.

E tudo o que consigo falar nesse momento é que não estou psicologicamente preparada para ver a adaptação desse livro.

23 de fev. de 2018

Cartas para uma Falsa Dama - Carol Towned


Tristan e Francesca são casados há cerca de três anos, mas há dois eles não se falam. Desde que Tristan precisou deixá-la para defender o ducado da Bretanha, o silêncio impera nos dois lados do relacionamento, e nem mesmo as várias cartas enviadas deram resultado.

Durante esse tempo, Francesca descobriu não ser filha legítima do homem que a criou desde pequena, e desde então sua aflição só fez aumentar, pois o silêncio de Tristan, que certamente ficara sabendo que ela não era a herdeira que lhe fora oferecida, sem dúvida alguma significava que haveria a anulação do casamento dos dois.

O retorno de seu marido (no exato momento para salvá-la de um homem com intensões duvidosas), as dúvidas quanto as ações seguintes de Tristan se intensificam. Mesmo sentindo a atração entre eles ressurgir intacta após os anos de separação e perceber que essa atração é recíproca, Francesca sabe que o melhor para Tristan é anular o casamento dos dois e conseguir um casamento verdadeiramente dinástico, que lhe renderiam terras e reforçariam seu domínio da região. 

Pedir a anulação do casamento dos dois, podia até ser a intenção inicial de Tristan, mas, a medida em que os dois voltavam a conviver, segredos vieram a tona e perigos surgiram no caminho dos dois, e separar-se de sua Francesca se tornou cada vez mais fora de questão.

Cartas para uma Falsa Dama me enganou a princípio, e isso me deixou um tanto decepcionada, já que eu realmente esperava a troca de cartas entre os personagens (no final das contas, as tais cartas jamais chegaram aos seus destinatários). 

A decepção por me ver enganada tornou uma história boa e bem escrita em uma história mais ou menos, e eu fiquei bem descontente ao ver que, se o título original tivesse sido traduzido (Mistaken for a Lady, que poderia ser traduzido, por exemplo, como "confundido por uma dama" tal descontentamento não aconteceria. Mais uma vez Tristan comentou que ela o confundia, e, no final das contas, Francesca ser dama ou não não fez diferença para ele).

21 de fev. de 2018

Viva Chama - Tracy Chevalier


Sabe aqueles livros que você olha a capa, gosta, e acaba levando por causa do preço de dez míseros reais? Então, esse foi o caso de Viva Chama (juro, nem tenho certeza se parei para olhar as orelhas da capa.

A história começa quando a família Kallaway sai de seu vilarejo para ir à Londres. Thomas Kallaway, o patriarca da família, é um cadeireiro especializado em cadeira windsor, e aceitou uma proposta de emprego de Phillip Astler , dono de um espetáculo que, àquela época do ano, passava pelo local. Na verdade, a mudança da família teve como principal motivo a morte de um de seus filhos, que caíra de uma pereira e quebrara o pescoço. 

Com ele e a esposa, iam também seus filhos mais novos, Jem e Meise.

A história se passa no século XVII, em plena fase do terror jacobino na França, e é importante destacar isso, pois essa aura de tensão acompanha boa parte da trama, especialmente para Jem, que, junto com Maggie (uma moça que ele conhece em Londres quase assim que chegaram), se aproximam, aos poucos, de um poeta, pintor e impressor chamado Willian Blake.

A trama construída por Tracy Chevalier neste livro não é complicada, na verdade, em grande parte dele, se tem a impressão de que, simplesmente, não há trama, e sim uma sucessão de dias comuns de uma família do campo recém chegada em uma cidade grande do século XVII (e a contra capa do livro a elogia muito por isso).

Desanimei um pouco ao perceber isso, mas acabei insistindo e, mesmo achando-a monótona, consegui concluir a leitura.

19 de fev. de 2018

A Mais Bela História da Filosofia - Luc Ferry e Claude Capelier


Conheci Luc Ferry graças à Tag (foi dele o livro enviado em Novembro de 2015), então foi fácil escolher por outro livro de sua autoria.

Apresentado em forma de diálogo entre os autores, A Mais Bela História da Filosofia conta de maneira mais fácil e acessível a história do pensamento filosófico, assim como sua evolução e seus desdobramentos desta no decorrer da história.

Gosto de Luc Ferry por ele saber tornar o complicado em algo mais acessível. Ele e e Claude Capelier souberam progredir com o diálogo mantendo-se em uma linha de fácil assimilação para leigos, com temas bem demarcados e encadeados. É um dos pontos positivos deste livro.

A ressalva aqui é que, mesmo com a habilidade dos dois autores em fazer um discurso claro do tema abordado, ainda assim várias partes ficaram bem densas e difíceis de encarar, o que tornou a leitura beeeeem demorada (acho que nunca consegui ler mais que trinta páginas em um dia e, mesmo assim, iam à conta-gotas.

Apesar dessa parte lenta e demorada (que se situa no meio do livro), o início e o final dele são bem mais agradáveis de se ler e muito mais amigável para se entender.