31 de dez. de 2016

O Morcego - Jo Nesbo


Inger Holter é uma jovem norueguesa que vive na Austrália já a alguns anos. Ela foi encontrada morta no fundo de um penhasco e seu corpo apresentava sinais de estrangulamento e estupro. O crime brutal intrigou a policia local e também chamou a atenção da Noruega. Para ajudar nas investigações, a Divisão de Homicídios de Oslo envia o inspetor Harry Hole como representante e consultor.

As instruções não poderia ser mais claras: Harry deveria se manter somente como observador, mas, a medida que a investigação avança, o que inicialmente era um crime isolado era, na verdade, um elo em uma longa corrente de estupros e assassinatos cometidos contra jovens mulheres.

O morcego, enviado da morte na cultura aborígine, está a solta na cidade, e ele vai garantir que Harry reviva seus piores pesadelos durante a caçada.

Não sei dizer exatamente se eu subestimo minha coragem, ou se, quando se trata dos livros, não sou exatamente covarde. Confesso que, pela sinopse, estava esperando algo com crimes horríveis, salas de torturas e etc, mas não isso que eu encontrei. Ao menos, não foi isso que a narrativa me deu a entender.

Narrado a partir da mente analítica e auto-controlada de Harry, a investigação, a estada dele na Austrália e seus desdobramentos são contados de uma maneira muito fácil de se acompanhar, Não há mistérios mirabolantes nem pistas invisíveis, somente duvidas que são progressivamente sanadas e teorias que são feitas e refeitas de acordo com os acontecimentos. 

Gostei disso na verdade. Gostei de acompanhar um detetive que segue pistas concretas ao invés de uma investigação praticamente toda dedutiva (nunca me dei bem com Sherlock Holmes e seus afins),

Um ponto negativo é que a quebra das palavras de uma linha para outra não é indicada pelo traço, isso me confundiu em algumas partes. A maioria das vezes tive que ler três ou quatro vezes para entender que se tratava de uma única palavra. 

28 de dez. de 2016

Paixão ao Entardecer - Lisa Kleypas


A caçula da família Hathaway é, aos 23 anos, uma mulher de espírito livre, apaixonada por animais e pela natureza. Apesar de ter frequentado as temporadas londrinas por alguns anos e de ter feito algum sucesso entre os rapazes, ela nunca foi seriamente cortejada, e nem chegou a se encantar com os possíveis pretendentes. Tendo visto seus irmãos se casarem por amor, parece quase impossível que o mesmo aconteça com ela. Bearix se sente quase sem esperança de encontrar alguém que a aceite e que a ame.

Alguma coisa muda quando Prudence Mencer, amiga de Bea, mostra a ela uma carta escrita por seu pretendente, o capitão Christopher Phelan, enquanto este estava no campo de batalha. Quando se conheceram, o rapaz não tardou a fazer comentários nada educados sobre o apego de Bea aos animais, no entanto, aquela carta despertou nela alguma coisa que ela não soube explicar naque momento.

Ao ver que Prudence deixaria a carta, Bea, sem poder deixar que isso acontecesse, ofereceu-se para escrever a ele em nome da amiga. Era errado enganar o pobre homem desse jeito, mas aquelas palavras não podiam ser deixadas sem resposta. isso parecia ser mais errado ainda.

Só que as coisas saem do controle. Bea se apaixona pelo homem que escrever aquelas palavras, mesmo sabendo que elas eram, até onde ele sabia, para outra mulher.

De volta da guerra, Phelan está determinado a casar-se com a autora daquelas cartas. É claro que, antes disso, ele precisa descobrir quem ela é.

Pensem em uma história fofa. Bem é esta. A troca de cartas entre Bea e Christopher são tão cheias de sentimentos que é impossível você não se apaixonar pelos dois. Quando ele volta, as farpas trocadas e os momentos em que os dois se aproximam aos poucos te dá vontade de beijar as páginas do livro (eu fiz isso, confesso). Como sempre, as partes mais engraçadas são quando os Hathaways estão juntos, até por que isso significa que Cam Rohan participará da cena (<3).

Amei demais essa série e estou satisfeitíssima por ter tido a chance de tê-la lido. E mais ainda por ter conseguido cumprir minha "meta extra" de terminá-la antes da virada do ano.

25 de dez. de 2016

A Nona Vida de Louis Drax - Liz Jensen


O inteligente e precoce Louis Drax possui o estranho "talento" de sofrer, todo ano, algo terrível e misterioso que ameaça tirar sua vida. Prestes a completar nove anos, Louis e sua família saem para um piquenique e ele acaba caindo de um penhasco. 

Dado como morto, e após duas horas no necrotério esperando sua vez de ser aberto pelo legista, Louis, milagrosamente volta a dar sinais de vida. As diversas fraturas causadas pela queda o deixaram em estado de coma. 

Com a mãe em choque e o pai desaparecido, Louis é transferido para a clinica do Dr. Pascal Dannachet, neurologista especializado em pacientes comatosos. Especialista em um tipo único de tratamento desse tipo de quadro, baseado, principalmente, em bons estímulos externos, Pascal logo se interessa pelo caso de Louis, e pelas circunstâncias de seu acidente, que a cada dia se revela mais complicado e misterioso.

Em alguns momentos, parece que somente Louis pode dizer o que realmente aconteceu. Só que ele está incomunicável... Será mesmo?

A história se passa na França, entre a primavera e o inverno de um ano não determinado. As narrações se alternam entre Louis e Dr. Pascal, e, a cada capítulo, temos uma nova peça do quebra-cabeça que forma o mistério que envolve o acidente com Louis Drax. Confesso que inicialmente fiquei com medo, achei alguns elementos (especialmente Gustave, o amigo imaginário que acompanha Luis) bem bizarros (e um tanto assustadores), mas ao final, confesso de novo, fiquei prestes a cair em prantos. 

Ainda não sei como lidar com este livro. Nem o que faço com ele. A história é boa demais para eu simplesmente me desfazer, mas não sei se conseguiria lê-lo novamente.

22 de dez. de 2016

Chefe Irresistível - Christina Lauren


Will Sumner, o ultimo solteiro da turma, o garanhão convicto que zombava de Bennet e Max por terem se tornado monogâmicos assumidos pagou por cada palavra lançada quando (re)conheceu a irmã mais nova de um de seus antigos amigos de banda/faculdade. Hanna Bergston pegou esse Will tão de jeito que não deu outra: ele se rendeu e a levou para o altar, disposto a passar o resto de sua vida ao lado dela, onde quer que o novo trabalho dela a levasse. 

Chefe Irresistível é curtinho, 122 páginas, e até por isso mesmo, tem pouca coisa de história. Ainda assim, é um livro fofo por mostra um casal de recém casados, totalmente apaixonados um pelo outro, acertando suas velocidades individuais para seguirem, unidos, um só caminho pelo resto da vida.

Ano que vem sai o ultimo livro da série. A expectativa está alta e acho (tenho uma leve suspeita na verdade), que peguei um pequeno spoiler (mas isso é só um palpite).

19 de dez. de 2016

As Mil e Uma Noites #Livro03


Ainda no chamado Ramo Egípcio, as histórias deste terceiro livro não estão em uma sequencia numérica exata. De acordo com Mamede Jarouche, tradutor e organizador esta edição, a razão desta falta de sequenciamento foi a quantidade de vezes em que as histórias foram organizadas e reorganizadas pelos compiladores anteriores ao escriba egípcio que "as ordenou de fato" durante a segunda metade do século XVIII.

Uma coisa curiosa que acontece, é que os personagens de Sahrazad não raro passam a refletir sua própria condição, narrando histórias para o rei para adiar o momento de sua execução. Isso ocorreu em dois momentos: no primeiro, um rapaz passou oito noites contando histórias para o rei, que pretendia matá-lo por causa de intrigas na corte. A outra situação, muito mais longe e cansativa, foi um vizir que passou trinta noites esticando o momento de sua morte, também incitada por intrigas.

O problema maior, assim como no primeiro volume, foram as histórias dentro das histórias, dentro da história, que muitas vezes confundia e tornava tudo ainda mais cansativo. As notas da tradução, uteis em vários casos, mas nem tanto em outros, também também fizeram o livro se tornar um pouco arrastado.

No total, este volume possui 134 noites agrupadas em quatro histórias completas. Entre elas, destaco a do marujo Sindabah (e sinto desapontar os fãs do desenho, mas as viagens de Sindabah são bem diferentes).