6 de jan. de 2017

A Garota do Calendário (Abril) - Audrey Carlan


Homens, cerveja e beisebol. As três coias que Mia considera obrigatória para um dia perfeito estão reunidos e disponíveis no cliente de Abril. Manson Murphy, um dos jogadores-estrelas do Red Sox, contratou Mia para ser sua namorada por um mês, a fim de melhorar a imagem dele com o time e com os patrocinadores.

Sabe quando um cara já começa de um jeito errado? Então, Mason começou com sua melhor face babaca, e, juro, cheguei a pensar que ele seria um cara extremamente desagradável (e que faria o livro ser tão desagradável quanto).

Felizmente, não foi assim. Pelo contrário. Mason logo começou a mostrar seu lado menos babaca e mais bacana. E, na verdade, Mason é um partidão e tanto, e quase (mas só quase) tomou o lugar do Fazano (o cliente de Março) do meu TOP 3.

Por falar em clientes passados, o (maravilhoso) francês Alec deu as caras neste livro, e, sim, ele é o atual dono do meu pódio nesta série. O mês de fevereiro representou uma das lições mais importantes que uma pessoa poderia aprender: amar a si mesma, permitir-se ser amada e aceitar o amor dos que lhe oferecem amor.

A lição de Abril é sempre dar o melhor de si e estar aberta às oportunidades que a vida lhe oferece. É se dar uma chance de encontrar a felicidade mesmo quando o caos e a tristeza parecem ser grande demais.

Cada vez mais A Garota do Calendário está se mostrando uma excelente série.

3 de jan. de 2017

Melhores Leituras de 2016




















Bem, 2016 acabou e acho que esta seria uma boa ocasião para falar um pouco sobre o ano que passou. 

Muita coisa aconteceu nos últimos 365 dias, e apesar dos vários momentos tristes, eu posso considerar que 2016 foi, sim um ano muito muito bom. Fiz várias coisas que jamais pensei que faria e me diverti muito mais do que nos anos anteriores. E boa parte desses momentos divertidos (quase todos eu acho) envolveram, de uma maneira ou de outra, os livros.

Nunca vou superar a experiencia de ir nos sebos da Predoso de Morais em São Paulo, nem o breve, mas inesquecível, passeio na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi. A Bienal do Livro então, nossa! Acho que nunca surtei tanto na minha vida. hahahaha

Mas não foram apenas as livrarias e sebos que me encantaram, vários livros fizeram de 2016 um ano maravilhoso, e é deles que quero falar. Os livros estarão fora de ordem, já que é impossível dizer qual foi o melhor, e vou fazer o possível para não me estender demais,

É claro que eu só iria perceber que tem intrusos nesta foto só depois de ter guardado todos os livros em seus respectivos lugares. Tão típico! *risos*
O Livro dos Mortos e Complicado Demais foram publicações de 2016, mas leituras de 2015.

 O Livro da Morte > O que mais me chamou atenção foi a mitologia escolhida e a maneira com que o autor trabalhou com ela. O enredo é excelente, a narração é bem feita e o aprendizado que se leva dessa leitura é enorme. Além disso, PJ Pereira virou um dos autores que, com certeza ficarei de olho em 2017, até por que vem livo novo dele por aí. rs

Grey > Apesar de todos os pontos contra a história e contra a autora (que fique bem claro, pontos dados pelos outros), olhar a história de Cinquenta Tons de Cinza pelos olhos de Christian Grey deu uma perspectiva diferente à história.

Gostei do fato de a autora ter conseguido mudar toda a bagagem de vida do narrador sem mudar o centro da história: duas pessoas diferentes que, apesar dos defeitos, dos traumas e dos gostos, lutam para fazer o amor deles dar certo. Podem me chamar de clichê, mas eu adoro histórias assim.

Perigoso Demais > A Trilogia Rock Star é, talvez, a maior derrota que eu já tive em uma discussão sobre livros eróticos. Todo mundo que leu o Intenso Demais odiou tudo e todos e não quer nem saber do resto da série. Esse povo não sabe o que está perdendo. O segundo livro é ótimo e o terceiro consegue ser melhor ainda. Foi a finalização perfeita para uma série surpreendente.

A Dama de Papel e Fios de Prata > Coloquei esses dois livros no mesmo tópico pois, além de ser os únicos representantes da literatura nacional nesta lista, os dois autores me surpreenderam. Catarina Muniz criou um romance que me fez conhecer uma junção mágica entre o poeta e sua musica, entre a literatura e o amor, e cada momento dessa leitura foi incrível (menos a parte final, essa foi cruel e eu ainda não me recuperei dele). Já Fios de Prata surpreendeu pela maneira harmoniosa como o autor mesclou três mundos fantásticos (aparentemente) tão diferentes de maneira tão caprichosa, e a ligação destes mundos (que, na verdade são um só) com o mundo real foi totalmente fantástica (desculpem o trocadilho, foi a única palavra que encontrei para definir o que foi a leitura deste livro).

Vá, Coloque um Vigia > (isto pode conter um spoiler) Nunca na história deste blog um livro causou tanta dor ao meu coração. A história de Dill em O Sol é para Todos é uma das mais lindas e fofas do mundo e eu me apaixonei por aquela pessoa que estava fazendo um trabalho tão incrivelmente bom... E aí ele pega meu coração e picota ele em mil pedaços. Eu chorei de tristeza, de indignação e juro, foi muito difícil acreditar que aquelas duas pessoas eram a mesma.

A Improvável Jornada de Harold Fry e Stoner são dois representantes da Tag - Experiências Literárias que me marcaram pelos seus protagonistas. Harold Fry é um aposentado que transformou o ato de levar uma carta ao correio em uma jornada de auto descoberta e redenção. Willian Stoner é um sujeito manso, sem muitas perspectivas de vida, que descobriu na literatura uma paixão e uma carreira. Ser professor de literatura pode não ser uma profissão glamorosa, ou que te dará muito dinheiro ou muita fama, mas são poucas as pessoas que conseguem trabalhar com aquilo que realmente amam. Esses dois livros fizeram com que eu risse e chorasse junto com seus protagonistas de tão cativantes que eles são.

O Príncipe dos Canalhas, Desejo à Meia-Noite, Nove Regras a Quebrar Antes de se Apaixonar e O Duque e Eu > O que adorei nestes livros foi a personalidade das protagonistas femininas. Elas possuem personalidade forte e são capazes de bater de frente com quem quer que duvide de suas capacidades,  mas também são frágeis, por vezes inseguras quando o terreno é mais emocional. Uma vez apaixonada, uma vez entregue, é para sempre. E claro, adorei os protagonistas masculinos por saberem corresponder à suas damas. Por se colocarem como um porto seguro, por incentivá-las e ajudá-las a descobrir o mundo e a si mesmas.

Nossa, 2016 foi um ano de leituras tão boas! *-*

31 de dez. de 2016

O Morcego - Jo Nesbo


Inger Holter é uma jovem norueguesa que vive na Austrália já a alguns anos. Ela foi encontrada morta no fundo de um penhasco e seu corpo apresentava sinais de estrangulamento e estupro. O crime brutal intrigou a policia local e também chamou a atenção da Noruega. Para ajudar nas investigações, a Divisão de Homicídios de Oslo envia o inspetor Harry Hole como representante e consultor.

As instruções não poderia ser mais claras: Harry deveria se manter somente como observador, mas, a medida que a investigação avança, o que inicialmente era um crime isolado era, na verdade, um elo em uma longa corrente de estupros e assassinatos cometidos contra jovens mulheres.

O morcego, enviado da morte na cultura aborígine, está a solta na cidade, e ele vai garantir que Harry reviva seus piores pesadelos durante a caçada.

Não sei dizer exatamente se eu subestimo minha coragem, ou se, quando se trata dos livros, não sou exatamente covarde. Confesso que, pela sinopse, estava esperando algo com crimes horríveis, salas de torturas e etc, mas não isso que eu encontrei. Ao menos, não foi isso que a narrativa me deu a entender.

Narrado a partir da mente analítica e auto-controlada de Harry, a investigação, a estada dele na Austrália e seus desdobramentos são contados de uma maneira muito fácil de se acompanhar, Não há mistérios mirabolantes nem pistas invisíveis, somente duvidas que são progressivamente sanadas e teorias que são feitas e refeitas de acordo com os acontecimentos. 

Gostei disso na verdade. Gostei de acompanhar um detetive que segue pistas concretas ao invés de uma investigação praticamente toda dedutiva (nunca me dei bem com Sherlock Holmes e seus afins),

Um ponto negativo é que a quebra das palavras de uma linha para outra não é indicada pelo traço, isso me confundiu em algumas partes. A maioria das vezes tive que ler três ou quatro vezes para entender que se tratava de uma única palavra. 

28 de dez. de 2016

Paixão ao Entardecer - Lisa Kleypas


A caçula da família Hathaway é, aos 23 anos, uma mulher de espírito livre, apaixonada por animais e pela natureza. Apesar de ter frequentado as temporadas londrinas por alguns anos e de ter feito algum sucesso entre os rapazes, ela nunca foi seriamente cortejada, e nem chegou a se encantar com os possíveis pretendentes. Tendo visto seus irmãos se casarem por amor, parece quase impossível que o mesmo aconteça com ela. Bearix se sente quase sem esperança de encontrar alguém que a aceite e que a ame.

Alguma coisa muda quando Prudence Mencer, amiga de Bea, mostra a ela uma carta escrita por seu pretendente, o capitão Christopher Phelan, enquanto este estava no campo de batalha. Quando se conheceram, o rapaz não tardou a fazer comentários nada educados sobre o apego de Bea aos animais, no entanto, aquela carta despertou nela alguma coisa que ela não soube explicar naque momento.

Ao ver que Prudence deixaria a carta, Bea, sem poder deixar que isso acontecesse, ofereceu-se para escrever a ele em nome da amiga. Era errado enganar o pobre homem desse jeito, mas aquelas palavras não podiam ser deixadas sem resposta. isso parecia ser mais errado ainda.

Só que as coisas saem do controle. Bea se apaixona pelo homem que escrever aquelas palavras, mesmo sabendo que elas eram, até onde ele sabia, para outra mulher.

De volta da guerra, Phelan está determinado a casar-se com a autora daquelas cartas. É claro que, antes disso, ele precisa descobrir quem ela é.

Pensem em uma história fofa. Bem é esta. A troca de cartas entre Bea e Christopher são tão cheias de sentimentos que é impossível você não se apaixonar pelos dois. Quando ele volta, as farpas trocadas e os momentos em que os dois se aproximam aos poucos te dá vontade de beijar as páginas do livro (eu fiz isso, confesso). Como sempre, as partes mais engraçadas são quando os Hathaways estão juntos, até por que isso significa que Cam Rohan participará da cena (<3).

Amei demais essa série e estou satisfeitíssima por ter tido a chance de tê-la lido. E mais ainda por ter conseguido cumprir minha "meta extra" de terminá-la antes da virada do ano.

25 de dez. de 2016

A Nona Vida de Louis Drax - Liz Jensen


O inteligente e precoce Louis Drax possui o estranho "talento" de sofrer, todo ano, algo terrível e misterioso que ameaça tirar sua vida. Prestes a completar nove anos, Louis e sua família saem para um piquenique e ele acaba caindo de um penhasco. 

Dado como morto, e após duas horas no necrotério esperando sua vez de ser aberto pelo legista, Louis, milagrosamente volta a dar sinais de vida. As diversas fraturas causadas pela queda o deixaram em estado de coma. 

Com a mãe em choque e o pai desaparecido, Louis é transferido para a clinica do Dr. Pascal Dannachet, neurologista especializado em pacientes comatosos. Especialista em um tipo único de tratamento desse tipo de quadro, baseado, principalmente, em bons estímulos externos, Pascal logo se interessa pelo caso de Louis, e pelas circunstâncias de seu acidente, que a cada dia se revela mais complicado e misterioso.

Em alguns momentos, parece que somente Louis pode dizer o que realmente aconteceu. Só que ele está incomunicável... Será mesmo?

A história se passa na França, entre a primavera e o inverno de um ano não determinado. As narrações se alternam entre Louis e Dr. Pascal, e, a cada capítulo, temos uma nova peça do quebra-cabeça que forma o mistério que envolve o acidente com Louis Drax. Confesso que inicialmente fiquei com medo, achei alguns elementos (especialmente Gustave, o amigo imaginário que acompanha Luis) bem bizarros (e um tanto assustadores), mas ao final, confesso de novo, fiquei prestes a cair em prantos. 

Ainda não sei como lidar com este livro. Nem o que faço com ele. A história é boa demais para eu simplesmente me desfazer, mas não sei se conseguiria lê-lo novamente.

22 de dez. de 2016

Chefe Irresistível - Christina Lauren


Will Sumner, o ultimo solteiro da turma, o garanhão convicto que zombava de Bennet e Max por terem se tornado monogâmicos assumidos pagou por cada palavra lançada quando (re)conheceu a irmã mais nova de um de seus antigos amigos de banda/faculdade. Hanna Bergston pegou esse Will tão de jeito que não deu outra: ele se rendeu e a levou para o altar, disposto a passar o resto de sua vida ao lado dela, onde quer que o novo trabalho dela a levasse. 

Chefe Irresistível é curtinho, 122 páginas, e até por isso mesmo, tem pouca coisa de história. Ainda assim, é um livro fofo por mostra um casal de recém casados, totalmente apaixonados um pelo outro, acertando suas velocidades individuais para seguirem, unidos, um só caminho pelo resto da vida.

Ano que vem sai o ultimo livro da série. A expectativa está alta e acho (tenho uma leve suspeita na verdade), que peguei um pequeno spoiler (mas isso é só um palpite).