7 de jun. de 2015

Chihayafuru (Anime)

Faz muito, muito tempo desde que não consigo parar em frente ao computador somente para ver animes. Sei lá, a maioria dos que estão saindo agora não me chamam a atenção. Mas existem certos animes que não me canso de ver e rever. Chihayafuru é um desses.


Lançado em 2011, esse anime é baseado no mangá de mesmo nome do mangaká Yuki Suetsugu, e conta a história de uma colegial que é inspirada por um amigo a começar a jogar o karuta de Hyakunin Isshu competitivamente.

Eu explico: Karuta é um jogo de cartas tradicional do Japão em que o competidor precisa pegar a carta que for lida antes de seu adversário. Simples? Na verdade nem tanto. Os jogadores precisam memorizar cinquenta cartas por partida. E a cada partida jogada, as cartas e as posições das mesmas mudam. Já Hyakunin Isshu é uma antologia de poemas feita pelo poeta Fujiwara no Teika (1162 – 1241), em que cada um dos 100 poemas possui 100 diferentes autores.

Fazendo uma sinopse básica, Chihayafuru mostra a jornada de Ayase Chihaya rumo ao título de Rainha, título dado à jogadora mais forte do Japão. A paixão dela por karuta, começou graças a um colega de sala, Arata Wataya, quando ela tinha 13 anos (no anime, ela tem 16, mas o primeiro episódio é dedicado a essa parte da história dela, até a separação do trio Ayase Chihaya, Arata Wataya e Machima Taichi, que se juntou a eles no jogo de karuta competitivo).

Eu gosto desse anime, por que ele faz uma coisa que eu simplesmente ADORO: ele junta passado e presente e mostra uma parte da literatura que sobreviveu aos séculos (se eu entendi direito, alguns dos poemas chegam a ter 800 anos ou mais). 

Ao longo no anime, outros personagens se juntam à paixão de Ayase pelo karuta competitivo, o que me leva a um outro ponto que faz de Chihayafuru um dos meus animes favoritos: você consegue perceber a evolução dos jogadores dentro e fora das partidas, você fica cativado por eles, pelas motivações deles durante o jogo, prende a respiração quando eles estão em uma partida difícil, explode de alegria quando eles ganham, se entristece quando perdem... É incrível.

Para vocês terem uma ideia, já devo ter assistido a esse anime umas três ou quatro vezes... E o assistiria de novo sem pestanejar. E, mesmo sabendo (quase de cor) os acontecimentos do anime, ainda ficaria completamente empolgada com a história.

4 de jun. de 2015

Tentada - P. C. Cast


Foi há poucas horas que Zoey, juntamente com um círculo de magia projetado especialmente para isso, afastaram Kalona, Neferet e os Raven Mockers, de Tulsa. Mas as coisas não param: Zoey revive um pouco mais de seu passado como A-ya (a boneca de barro feita para amar e aprisionar Kalona), na Morada da Noite, a batalha contra os filhos amaldiçoados de Kalona deixou feridas profundas nas poucas pessoas que enxergaram as intensões maldosas de Neferet. E daí a coisa só piora.

Existem algumas diferenças em relação aos outros livros da série, duas delas são mais escancaradas: a primeira é que, pela primeira vez, cada capítulo possui um narrador próprio. A principal narradora principal continua sendo Zoey, mas também passamos a acompanhar as coisas pelos olhos de Stevie Rae, de Afrodite, e de outros personagens. O segundo é que nesse volume não há tantas piadinhas nerds/ de adolescente. não sei se por conta da gravidade das coisas, ou pelo amadurecimento dos personagens, a quantidade de ataques de risos histéricos que tive durante a leitura diminuiu.

(Outra coisa boa é que, aparentemente, a Zoey conseguiu se segurar para não arranjar, de novo, um namorado número três. Até por que, o candidato a tal cargo é quem, ao que parece, pode acabar com o mundo inteiro).

De um modo geral, essa série continua se mantendo como uma boa opção de cura ressaca literária. Apesar de, como eu já disse, essa parte da história ser um pouco mais séria que as demais, a narrativa é bem gostosa e é bem rápida também.

1 de jun. de 2015

A Mão Que Me Acariciou Primeiro - Maggie O'Farrell


Quando o catálogo de Abril dos parceiros do Grupo Editorial chegou, fiquei bem receosa quanto aos livros que eu queria pedir. Foi meio que nesse momento que finalmente me dei conta do quão difícil é escolher livros (escolher 3 entre 15 é uma tarefa árdua quando sua curiosidade por livros diferentes é alta). Acabei utilizando uma técnica bem conhecida minha e me deixei levar pelas capa e pelo título.

O nome "A mão que me acariciou primeiro" me pareceu muito sugestivo, e acabei colocando-o a frente dos meus outros desejos.

O que temos inicialmente são duas mulheres (Lexie e Elina) e um lugar (Londres). As duas vivem em momentos diferentes da história de Londres, e estão em momentos diferentes da vida: Lexie acaba de sair de casa para ir morar longe dos sufocantes pais, Elina começa a se recuperar de uma cesariana que quase lhe custou a vida.

Apesar de estarem separadas por uma geração, em vários momentos da história fica claro que existe alguma ligação entre elas. As vezes é a mera descrição de um carrinho de bebê, ou uma atitude que nos revela suas personalidades singulares, gostos em comum, etc.

Confesso que, em alguns momentos ai longo da leitura, foram essas ligações tênues entre as duas personagens que me fizeram continuar a leitura. A curiosidade em relação à essas ligações era muito maior do que minha preferencia por narrativas mais rápidas. Alias, pensando agora, acho que foi justamente por este livro possuir um ritmo mais lento que consegui perceber esses momentos em que o passado (Lexie) e o presente (Elina) se misturavam.

Aí lá pelas tantas, quando você finalmente consegue juntar as peças, e determinar o que e quem é o responsável pela proximidade dessas duas pessoas... meu Deus! Maggie O'Farrel foi incrivelmente bem sucedida nesse livro.

Este livro é muito sobre os personagens descobrindo sobre si mesmos, sobre como eventos  e lugares inicialmente sem conexão se juntam de maneira tão coesas, e como o tempo consegue se sobressair às memórias e aos segredos.

É serio, eu terminei A Mão Que Me Acariciou Primeiro quase chorando de emoção e imensamente feliz por ter escolhido um livro tão incrível.

27 de mai. de 2015

As Mais Belas Histórias da Antiguidade Clássica (Vol. 01) - Gustav Schwab


A minha queda pelas histórias da mitologia clássica começou há muito tempo, se eu não me engano, com o anime Os Cavaleiros do Zodiaco (eu disse que era muito tempo #ToVelha). Desde então, aproveito qualquer oportunidade para aprimorar meus conhecimentos sobre mitologia em geral (não a toa solicitei dois dos três títulos sobre mitologia oferecidos aos parceiros do Grupo Editorial Record).

E eu nem gostei quando vi o índice de cinco páginas desse livro. #ToAmando.

A leitura desse volume foi bem agradável, o que me surpreendeu por que geralmente as histórias mitológicas são densas e tão intrincada uma na outra que acabam que ficam confusas. Para minha imensa alegria, a linguagem também é ótima e de fácil assimilação. 

As histórias contidas aqui fazem referencia a mitos de metamorfoses, da viagem dos argonautas, e da vida de Heracles, Teseu, Édipo e das Guerras de Tebas (fora um apêndice com os deuses gregos e romanos). fazendo um resumo bem resumido da ópera, são todas histórias de ciumes, amores não correspondidos, invejas, traições e guerras.

Eu não tenho reclamações quanto a edição. Na verdade, cada página dela justificou a minha gana de ter essa lindeza na minha estante desde o momento em que li sobre seu lançamento. Para quem gosta de mitologia, esse livro vale cada centavo investido.

21 de mai. de 2015

As Brumas de Avalon: O Prisioneiro da Árvore - Marion Zimmer Bradley


O quarto e último volume de As Brumas de Avalon abre uma temporada aguardada já há um tempinho: a de finalizações de sagas. Além deste, mais três sagas devem ter suas finalizações resenhadas em breve (o que vai me deixar livre para começar outras três entre as trocentas que eu tenho aqui em casa para ler).

O Prisioneiro da Árvore é um capítulo meio sinistro dessa versão da história do Rei Arthur: fala-se, quase o tempo todo, de traições, mortes, amores que se perderam no tempo e desolação.

Quando o Merlin, título dado ao maior entre os druidas vivos, rouba os objetos sagrados de Avalon e os entrega para os padres cristãos, a ira da deusa dos druidas recai em Camelot sob a forma de uma magia poderosa o suficiente para dispersar todos os cavaleiros da Távola Redonda, inclusive aquele que fora escolhido como herdeiro de Arthur.

Com o embate entre o Gamo-Rei e o Jovem Gamo ocorre, e a morte chaga para os dois, Morgana se vê em uma sequência de falhas e decisões erradas: Avalon se perdeu nas brumas, os bosques sagrados eram derrubados por todo o país, o cervo se tornara alvo de caça, o culto à deusa se tornava mais e mais perseguido e sufocado. 

Apesar disso, Morgana se dá conta que, afinal, a deusa sempre estará no nosso mundo, não importando qual seja a crença dominante. Ela está e estará sempre ao alcance de quem a buscar. A missão dela neste mundo estava completa.

Assim como nos outros livros da série, a narração é feita pela mulheres envolvidas na história de Arthur, e elas contam a queda da Távola Redonda com habilidade e fluidez, tornando-a bem fácil de se acompanhar.