16 de out. de 2013

Aishiteruze Baby (Mangá)




Eu já havia assistido ao anime dessa história anteriormente. Sempre acho válido ler os mangás quando posso, então juntei o útil ao agradável.

Esse shoujo foi escrito por Maki Youko entre 2002 e 2004. No mesmo ano, a história ganhou uma adaptação para anime.

Kippei Katakura, um típico playboy que gasta seu tempo com garotas (por exemplo, para cada dia da semana uma namorada diferente). Um dia, sua irmã mais velha liga e diz para ele ir correndo para casa. Quando chega lá encontra Yuzuyu Sakashita, sua prima de cinco anos. Sua irmã diz que ele terá de cuidar dela, pois sua mãe sumiu do mundo. 

Com essas quatro frases, essa história já se diferenciou de 99% de todas as histórias shoujos que eu conheci.

Devido a pouca idade de Yuzuyu, o desenvolvimento da história é bem leve (para não dizer bem bobo). Tudo fica muito na inocência típica de uma criança de cinco anos. É uma ótima história pra quem está começando a ler mangás, pois tem um ritmo leve, fácil de ser acompanhado e simples de se achar a sequencia dos quadros. Ao mesmo tempo, não há nada de infantil demais. A Kokoro (namorada do Kippei) trás um tom de maturidade bem legal á história. 

Eu não me lembro direito do anime, faz muito anos que eu o vi (nem sei se teria paciência para revê-lo). Mas o bom de histórias pequenas é que não dá para fugir muito ao contexto original. Enquanto estava lendo, fui me lembrando das vozes, musicas e tudo mais, é bem legal. Rsrsrs

14 de out. de 2013

A História do Ladrão de Corpos – Anne Rice



O post de Nº 50 é dedicado ao quarto livro da série As Crônicas Vampirescas.


Seguindo seus antecessores, A Rainha dos Condenados TAMBÉM foi publicada. É como se estivéssemos lendo um dos diários de Lestat.

Se alguém, algum dia, tiver a oportunidade de conversar com Anne Rice, poderia, por favor, perguntar ONDE ela escondeu Lestat? E como ela conseguiu que ele contasse seus segredos de maneira tão fodasticamente travessa? É impossível, esse cara existe, e deve estar as gargalhadas com a minha reação nas páginas iniciais desse livro. Ele é incírvel!

Dessa vez, a história se passa em 1990. A lembrança e o efeito de Akasha deixaram Lestat devastados. Seus raros momentos de alegria são os compartilhados com seu recente amigo, David Talbot. 

Até que ele recebe uma estranha proposta de um mortal completamente desconhecido, mas que mostra ter tanta personalidade quanto o nosso protagonista. Raglan James propõem trocar de corpo com Lestat por uma semana inteira. 

Imagina ter condições de possuir por uma semana o corpo da criatura mais poderosa que existe (mesmo entre os vampiros sobreviventes)? Na boa, é insano. 

Aliás, em boa parte do livro fiquei com a sensação de que algo definitivamente NÃO estava certo. Aquela sensação de algo está muito errado, mas que você não sabe o que é? Mas Lestat, como sempre, ignora qualquer coisa que diga para não fazer algo que ele tem vontade de fazer. Teimoso, como só ele, ele vai lá e faz. É claro que ele se ferra (caso o contrário não tem livro). Pior que isso, como um mortal, ele vê a morte de perto, o abandono de seu filho Luis e a raiva (diria desprezo) de seu amigo Marius.

Eu preciso me acostumar com os acessos eróticos que Lestat tem por homens... Não me entendam mal, não possuo ABSOLUTAMENTE NADA contra homossexuais, apenas não estou acostumada a ler detalhamentos sobre esse tipo de romance. 

De certa forma, o ciclo se repete: Lestat quer algo diferente para viver e para provar (e esfregar na cara dos outros vampiros que ele É Lestat), ele se ferra, ferra as pessoas próximas a ele, vive um drama tremendo apenas para sair vitorioso, um pouco abalado, e recompensado por suas aventuras. Só que nesse caso, a recompensa é uma paz de espírito que há muito tempo eu não era demonstrada. E um novo filho, diga-se de passagem. =x

Da ultima vez que falei sobre essa série, me perguntaram se é obrigatório acompanhar a ordem da série. Acho que agora posso falar com mais certeza: Não, os livros podem ser lidos independentemente um do outro. Até o momento, não consegui identificar nenhuma perda de conteúdo.

9 de out. de 2013

Contos de Amor, de Loucura e de Morte – Horacio Quiroga




Outra edição da Coleção Clássicos da Abril Coleções. Dessa vez dedicada a Horário Quiroga (1879 – 1937). Apesar de pouco conhecido (eu nunca tinha ouvido falar nele para falar a verdade), ele é considerado um ícone da literatura uruguaia.

O livro é composto por 15 contos. O que posso falar sobre eles:

.Amor, loucura e morte são ótimas palavras para definir os contos. Tipo, DO NADA alguém surta e mata alguém ou se mata. Credo. Em alguns contos, a morte é só uma sugestão, algo que ficou no ar, sem confirmação.

.São, de longe, os mais bizarros e sinistros que já li.

.Confesso: sou medrosa. Não tive coragem nem para terminar de ver “A órfã” e não sei como consegui a proeza de assistir ao filme “O exorcismo de Emily Rose” inteiro e sem gritar. O que isso tem a ver com o livro? Bem, eu passei a noite inteira acordada com medo dos garotos de “A galinha degolada”... Acho que fazia muito tempo que eu não rezava antes de dormir.

.Fiquei bastante surpresa com os contos em que os personagens são animais. O que mais tem é com o Fox-terrier, mas volte e meia aparecem uns cavalos por ai. Rsrsrs

. Miséria e seca também são ótimas palavras para descrever certos contos.

No geral, os contos são de leitura fácil, cada um possui, em média, 5 páginas. Gostei bastante do “A meningite e sua sombra”, Acho que foi o mais normalzinho de todos os contos e mesmo assim, bem diferente dos que estou acostumada a ler. 

Para quem gosta de histórias de terror e suspense, devo dizer que este é um livro obrigatório. xD

6 de out. de 2013

White Collar – 1º Temporada




Atualmente, estou acompanhando 8 seriados, um deles, é justamente White Collar. Mas eu realmente acho que ficará mais fácil comentar sobre uma série separando as temporadas, afinal, cada season possui uma história de fundo diferente, com (alguns) personagens diferentes, propostas diferentes nas histórias paralelas, episódios de destaque e etc.

Tentarei fazer esse desmembramento com todas as séries que estou assistindo. E farei de tudo para repetir a menor quantidade possível de informação nos posts da mesma série.

Bom, White Collar é uma série americana iniciada em outubro de 2009. A primeira temporada foi exibida até março de 2010.

Ela acompanha a parceria entre Neal Cafrey (Matt Bomer) e Peter Burke (Tim DeClay). Neal é um falsificador nato, capaz de enganar os maiores especialistas em arte, os melhores peritos em documentações oficiais e até mesmo as pessoas mais desconfiadas. Peter é um agente do FBI da divisão de crimes do Colarinho Branco que caçou Neal até prendê-lo. Faltando apenas tres meses para terminar sua pena de quatro anos em uma prisão de segurança máxima. Neal foge para encontrar sua namorada. Ao ser recapturado por Peter, ele pede um encontro ao Burke, onde se oferece para prestar serviços ao FBI em troca de sua liberdade. Peter acaba aceitando o acordo. Obviamente, Neal não quer trabalhar para os federais a toa, ele quer usar a “liberdade” que Burke pode proporcionar a ele para procurar sua namorada, Kate Monroe, que supostamente o abandonou enquanto ele ainda estava na prisão. A busca por Kate acaba levando a um artefato curioso: uma caixa de música da Rainha Catarina, A Grande, imperatriz russa do século XVII.
 
Atentem para o episódio 07. O Cafrey é impossível! Incrivelmente lindo, charmoso, e com quilos e quilos da travessura que 90 a cada 100 mulheres amam! Mas voltando ao enredo do episódio, me arrisco a dizer que foi o melhor, senão um dos melhores, da primeira temporada. O episódio 10 também está nessa lista. 

Acho que o ponto chave da primeira temporada é a construção da confiança entre Neal, Peter e Mozzie (antigo mentor de Neal). À medida que a série avança Peter descobre um pouco mais do que Neal é capaz, e como pode usar as habilidades dele quando os meios legais não funcionam (apenas no episódio piloto ele conseguiu trocar um cafofo de terceira classe e roupas de brechó por uma cobertura de vista privilegiada da cidade de Nova York e com um closet cheio de ternos de alta costura... E isso sem cometer um delito sequer). Neal, por sua vez, percebe que seus talentos naturais podem ser usados corretamente e sem quebrar as leis... Ou pelo menos a usá-los a favor dela. (=x)

A season contou com a participação do ator Mark Sheppard, mais conhecido pelo personagem Crowley, de Supernatural (outra série que acompanho).

3 de out. de 2013

Liberal Arts




No inicio deste ano (ou no final do ano passado) peguei uma renca de filmes para ver durante as férias. Quase todos continuam no meu PC. Dessa vez estou determinada a vê-los e retirá-los para que eu possa pegar outra remeça. 

Na verdade, eu estava procurando por outro filme, mas como os nomes eram parecidos (e só descobri esse engano meses depois de ter baixado), acabei por vê-lo mesmo assim.

Filme de 2012, dirigido, escrito, e estrelado por Josh Radnor. Ele é classificado como Drama e Comédia, mas acho que o meu conceito de comédia é beeem diferente de quem classificou esse filme.

De cara, o que me chamou a atenção foi o personagem principal. Não, ele não se encaixa nos padrões que o definiriam como a pessoa mais linda do filme, na verdade o charme dele é que ele tem TUDO o que vemos de comum em um cara (ele me lembrou o Bruno Garcia, xD). Mas desde as primeiras cenas você pensa, “Nossa, esse cara deve ter um potencial escondido!”, nos primeiros 30 minutos de filme, no mínimo 15 ele passa efetivamente lendo um livro, 10 com um livro na mão e, nos cinco minutos restantes, com aquela cara de “como eu queria ter um livro aqui”. 
Essa pessoa que parece ser o sonho de toda viciada em leitura é Jesse Fisher (Josh Radno), um cara de 30 e poucos anos volta à universidade para participar da comemoração da aposentadoria de um de seus antigos professores. Lá ele conhece Zibby, uma encantadora aluna do segundo ano com quem acaba se envolvendo.
Geralmente, eu não me ligo muito nas trilhas sonoras, mas a desse filme é ótima e muito bem colocada. E eu concordo em gênero, numero e grau sobre o efeito que uma trilha sonora apropriada possui sobre um momento ou sobre as pessoas.

Bom, resumindo: esse é um filme que te cativa pela simplicidade. Não há efeitos especiais evidentes, nem grandes atores envolvidos, mas a história é tão boa, e a execução foi tão bem feita e tão bem contada que vale cada um dos 97 minutos de filme. É ótimo, sério. Eu recomendo.